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Na edição desta terça (19) do jornal diário da CTB, o espaço 'CTB Com a Palavra' entrevista Renê Vicente, presidente da CTB no estado de São Paulo. Ao lonfgo da entrevista, Vicente aborda as lutas da Central e os desafios da classe trabalhadora em ano eleitoral. Confira:  

Jornal da CTB: O país atravessa um momento adverso. Como a CTB-SP se posiciona neste cenário?

Renê Vicente: A ctb sp tem participado de todas as lutas políticas nos últimos anos desde a luta contra o golpe que derrubou a presidenta eleita democraticamente Dilma. Nós estivemos presentes em todas as lutas no Estado, não houve uma única manifestação das centrais sindicais que não estávamos presentes, pois a CTB sempre teve. Compreensão que o golpe era do Capital contra o trabalho e que o pós golpe teríamos uma agenda de retrocesso e ataque aos direitos da classe trabalhadora baseados em uma agenda ultraliberal com ajuste fiscal através da emenda a 95 congelando os gastos públicos por 20 anos, reforma trabalhista e o projeto de terceirização juntamente com o desmonte da previdência social que foi barrada momentaneamente mas que não foi abandonada pela agenda golpista.

Como avalia o brutal ataque ao movimento sindical e os desafios em um ano de eleição?

O golpe com sua agenda regressiva de desmonte do patrimônio público com privatizações busca desmontar o tripé de defesa dos trabalhadores. No campo legislativo ataca a CLT possibilitando que o negociado prevaleça sobre o legislado no campo jurídico dificulta o acesso a justiça do trabalho quebrando o princípio da gratuidade de acesso à justiça do trabalho obrigando o trabalhador a arcar com os custos de perícia e sucumbência judicial caso perca a ação, somente nos primeiros seis meses e validade da reforma tivemos uma queda de 48% de ações na justiça do trabalho comparado ao mesmo período de 2017. Para completar os ataques era necessário mexer na forma de organização e resistência na luta em defesa dos direitos que foi completada mexendo se na sustentação financeira das entidades sindicais enfraquecendo a luta. Daí a necessidade de uma presença mais intensa e o debate nas bases reforçando a necessidade de sindicalização, ressaltando a importância de elevar a consciência de classe e a importância de elegermos candidatos compromissados com os interesses da classe trabalhadora.

Nestes 10 anos a CTB cresceu. Qual o saldo da luta em São Paulo?

São Paulo é o centro das disputas políticas nacionais aqui estão as sedes nacionais de todas as centrais sindicais a disputa é muito grande no campo sindical. A CTB SP tem se apresentado diante de todas as batalhas sem vacilar, nosso saldo nesses dez anos é positivo. Ganhamos respeito e reconhecimento pelas demais centrais, participamos do fórum das centrais e da Frente Brasil Popular na construção do Congresso do Povo.

 

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