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Ter, Maio

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“É importante nunca esquecer. O nome é capitalismo, não é trabalhismo. Então, quem manda é o capital”, diz o professor e advogado Claudio Henrique Gouvêa, na segunda aula do curso da Escola Nacional de Formação da CTB, na noite desta segunda-feira (24), no sindicato dos Marceneiros, em São Paulo (assista à aula na íntegra em vídeo abaixo)

Gouvêa fazia menção ao livro clássico “O estado e a revolução”, do comunista russo Lênin, publicado pouco antes da revolução russa de 1917, e que fala sobre a necessidade dos governos capitalistas criarem uma “superestrutura” que defenda a classe dominante, os donos do capital, e também faça funcionar a democracia burguesa, individualizando e alienando o trabalhador de sua real condição dentro da sociedade.

Conceitos que permanecem atuais e operantes no mundo moderno e que estão mostrando suas garras na conjuntura que vivemos hoje no país, com o violento ataque aos direitos da classe trabalhadora.

Sob o tema “Mercado de trabalho no mundo capitalista”, a aula recorreu aos conceitos clássicos do marxismo para fazer uma crítica do capitalismo contemporâneo e das desgraças que ele vem promovendo pelo mundo, com miséria crescente, tráfico mundial de pessoas, trabalho análogo à escravidão e crime organizado e narcotráfico.

Também abordou o efeito da exploração capitalista na classe trabalhadora, seja pela exclusão do mundo do trabalho, criando massas de desempregados em situação de rua, seja pela alienação dos operários, que não se organizam e não têm consciência de classe.

O desafio vivido pela organização sindical no Brasil após a aprovação da reforma trabalhista mobilizou o público presente na aula, formado por dirigentes sindicais de diversas categorias profissionais.

Um dirigente indagou se o arrocho radical promovido pelo governo contra os trabalhadores e trabalhadoras não poderia gerar no país uma revolução. Gouvêa lembrou que a falta de organização, conhecimento e consciência muitas vezes faz com que a massa insatisfeita seja cooptada por setores de extrema direita e, por isso, nunca foi tão importante estar organizado.

Na próxima segunda-feira (31), o tema da aula será justamente os riscos e desafios enfrentados pela organização sindical diante das novas investidas do governo. Abordará as consequências da reforma trabalhista para os sindicatos, do ponto de vista coletivo e individual. O professor será o assessor jurídico da CTB, o advogado trabalhista Magnus Farkatt.

Sempre às 19h no sindicato dos Marceneiros, rua das Carmelitas, 149. Assista na íntegra 

Natália Rangel - Portal CTB 

 

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