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Na tarde desta terça-feira, 31, o repórter fotográfico Léo Pinheiro foi preso sob acusação de “obstrução do trabalho policial”. O caso aconteceu em São Paulo quando o jornalista tentou documentar uma ação de revista da equipe da Guarda-Civil Metropolitana (GCM) com uma senhora moradora de rua. As informações são da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo (Arfoc-SP).

“Vi a GCM abordando, com bastante truculência, uma mulher na rua 24 de Maio. Fui ver do que se tratava, pois enquanto fotografava no Municipal, percebi que era uma pessoa que tinha algum distúrbio mental. Quando ela tirou sua camiseta e sutiã, imediatamente comecei a fotografar, quando fui, rudemente interrompido pelo cabo Leo (assim estava em sua tarjeta). O cabo me falava que eu não tinha o direito de fotografar ali, pois 'era uma operação policial' e que eu estava 'atrapalhando a ocorrência'.”

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Léo disse que usava uma lente grande angular e manteve distância da operação, mas continuou registrando a ocorrência. “Me identifiquei como jornalista e lembrei os guardas de que eu era protegido pela lei de liberdade de imprensa. Então os três cabos me pediram os documentos e informaram que eu seria conduzido para a delegacia”, disse o fotógrafo.

Quando percebeu que seria conduzido para a delegacia simplesmente por fazer o seu trabalho, o fotógrafo tentou pedir ajuda para a Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo (Arfoc), do qual é associado, mas foi imobilizado antes disso.

“Um soldado que discutia comigo falou que eu iria ser conduzido ao DP. Sabendo dos meus direitos, disse que não aceitaria. Ele, no entanto, falou que eu seria obrigado a ir, me mandou ficar de costas e colocou as algemas em um dos meus braços”, relatou Léo.

Um dos cabos presentes na ação, no entanto, pediu para que ele não fosse algemado: “Não é necessário, ele é jornalista e vai de boa com a gente”, lembrou o fotógrafo. Segundo Léo Pinheiro, ele foi coagido a ir para a delegacia e servir de testemunha no caso.

No Distrito Policial, Léo foi orientado pelo delegado a aceitar a condição de testemunha e posteriormente foi liberado.

Por meio de nota, a Arfoc registrou repúdio ao ocorrido, considerando um “desrespeito e falta de preparo da Guarda Civil Metropolitana da cidade de São Paulo”. A entidade cobrou ainda medidas urgentes por parte do prefeito João Doria e do secretário de Segurança, Coronel José Roberto Oliveira.

Portal CTB com agências (fotos: Léo Pinheiro)

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