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De acordo com os organizadores, a 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo levou à avenida Paulista, coração financeiro da capital, mais de 3 milhões de manifestantes com as palavras de ordem “Fora Temer” e “Volta Dilma”, neste domingo (29).

O tema deste ano foi “Lei de Identidade de Gênero, Já! – Todas as pessoas juntas contra a Transfobia!” Porque a bancada fundamentalista quer acabar com a lei do nome social para transexuais e travestis.

O evento organizado pela Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo (APOGLBT) começou em frente ao Masp, às 10h e varou a madrugada com shows no Vale do Anhangabaú.

Isso porque a Parada passou a fazer parte do calendário oficial de eventos da prefeitura de São Paulo desde a terça-feira (24), quando o prefeito Fernando Haddad assinou decreto.

“Temer Jamais” foi outra palavra de ordem da comunidade LGBT que neste ano também atacou a cultura do estupro.

“Precisamos da lei para pararmos de morrer nas esquinas. Queremos ter o direito à cidadania, que é o mínimo. O Brasil precisa mudar essa mentalidade machista e misógina”, diz a recepcionista Atena Joy, para quem o Brasil está muito atrasado na questão de gênero.

Saiba mais pelo site oficial paradasp.org.br.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) organizou um dos 17 trios elétricos que abrilhantaram o evento. “A Parada foi um marco importante desse movimento. Foi uma festa que, como sempre, estava lotada, diversificada, repleta de luta, alegria e amor”, diz a diretora LGBT da UNE, Daniella Veyga.

A ameaça do desgoverno Temer paira sobre as cabeças de amplos setores da sociedade. "É um momento arriscado. Pode haver retrocesso em direitos adquiridos", afirma a artista Drag Tiffany. Ela reforça a proposta de “Amar sem Temer”, cartaz de muito sucesso na Parada.

parada lgbt foto une

"Primeiro, foi a extinção do ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Depois, a extinção da coordenação nacional LGBT. A secretaria do Conselho Nacional LGBT está vaga. No ministério da Saúde, o orçamento para a Aids e para a política de saúde da população LGBT está congelado, e a pasta que cuida dessas agendas está vaga", argumenta a estudante Phamela Godoy.

Já Daniela Marquezine ressalta que os transexuais querem mostrar “para a sociedade que somos seres humanos e temos nossos direitos e lugar”, isso porque, “não queremos nada além do nosso espaço. Queremos mudar a imagem de que a transexual e a travesti são objetos sexuais”.

No trio Mães pela Diversidade, Angela Moisés conta que uma de suas filhas chegou a ser apedrejada na rua aos 16 anos.

“Nós entendemos que temos que botar a cara no sol e sair do armário com nossos filhos e filhas. Mostrar que não são filhos de chocadeira, que têm mãe, pai, irmãos”, acentua. Ela sustenta que a bancada fundamentalista “tenta dizer para o Brasil que família é só homem e mulher”, mas “família é amor”.

A Parada levou o orgulho LGBT para as ruas da capital paulista e mostrou todo o descontentamento com o golpe que afastou a presidenta Dilma e tenta impor uma agenda de retrocessos nos Direitos Humanos, sociais e trabalhistas.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com agências

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