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A CTB São Paulo realizou na manhã desta quinta-feira (30) uma plenária estadual para debater o atual cenário político, agravado pelo golpe parlamentar que culminou com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. O encontro também visa orientar as ações dos dirigentes estaduais para o semestre.

Para o presidente estadual, Onofre Gonçalves, o cenário impõe uma agenda de retrocesso sem precedentes, a exemplo da lei da terceirização, da reforma da Previdência e de outras medidas adotadas que se refletem em verdadeiros ataques aos direitos trabalhistas. "É extremamente necessário que analisemos qual a iniciativa que o momento exige, para avançarmos em nossa organização. E isso vai exigir preparo e dedicação para barrar esse processo de retrocesso proposto pelo governo golpista que aí está", ressaltou

A avaliação conjuntural ficou a cargo do vice-presidente estadual Nivaldo Santana, que traçou um paralelo entre a crise econômica e o momento político. Santana abordou as possíveis alternativas que incluem a realização de um plebiscito orientado pela volta da presidenta Dilma Rousseff. É a alternativa mais viável, de acordo com o sindicalista, diante dessa avalanche de ataques. “Não devemos temer submeter nossa proposta a escrutínio popular para reverter esse quadro”, afirmou.

“Vivemos hoje sob o impacto do programa Ponte para Futuro, que ataca a soberania, a democracia e o direto dos trabalhadores entregando a exploração do Pré-Sal para o capital internacional, descapitalizando o BNDES e promovendo a desvinculação das receitas da União, o que vai representar uma garfada de 30% no orçamento da saúde, educação, entre outros setores estratégicos”, ressaltou Santana ao falar dos cortes propostos pela 'tropa de choque' de Temer.

Para ele, essa postura adotada pelo ilegítimo presidente tem agravado sobremaneira a crise econômica. “A crise política que se instaurou agrava a crise econômica que estamos vivenciando”.

Já o presidente da CTB, Adilson Araújo, convocou os trabalhadores e trabalhadoras cetebistas para a luta. Ele colocou em debate os desafios que estão postos ao sindicalismo e a classe trabalhadora, a exemplo da reforma da previdência.

“Desde o início não aceitamos dialogar com um governo ilegítimo e o tempo mostrou que estávamos certos. No debate sobre a reforma da Previdência, o ministro Eliseu Padilha tirou as centrais [que aceitaram negociar] e colocou o Dieese, que está lá não para nos representar, mas sim assessorar as centrais a quem presta serviços”, afirmou o presidente da CTB ao completar que a Central não aceitará as regras impostas. “Não podemos aceitar o estabelecimento da idade de 65 anos. Ou seja, uma agenda extremamente regressiva, que teremos de lutar contra com todas as nossas forças”.

Nesse sentido, o sindicalista sugeriu a construção de um novo Encontro da Classe Trabalhadora com a participação das centrais para fazer um balanço das ações adotadas e conseguir avançar na pauta proposta. “Acredito que temos que construir um grande encontro em torno do que nos une e irmos para o chão da fábrica para fazer esse debate. O próximo período vai exigir isso para fazermos o diálogo com o trabalhador. Porque essa mídia que aí está não vai dar espaço para fazermos o debate necessário”, alertou Araújo. 

A plenária aprovou também:

  1. Composição de uma comissão para organizar o Congresso Estadual da CTB São Paulo, a ser realizado até junho de 2017, formada por Onofre (presidente);  Renê (vice-presidente), Pedro (vice-presidente) Paulinho (secretário-geral); Edson (secretaria de finanças) e Gicélia (secretaria da mulher);
  2. Divulgação e participação na campanha pela aquisição da sede própria da CTB,  que será localizada no estado de São Paulo.

Cinthia Ribas - Portal CTB

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