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Sáb, Maio

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Mesmo com poucas pessoas na principal via da cidade, trânsito foi bloqueado, causou caos na cidade e alimentou o noticiário sobre "clamor popular". 

Às 6h30 desta quinta-feira (17), quando começava o horário de pico no trânsito em São Paulo, a Polícia Militar estava ativamente empenhada em criar, numa das principais avenidas da cidade, uma situação de caos.

Diante do prédio da Federação das Indústrias - Fiesp (que distribui filé mignn para os manifstantes), na Avenida Paulista havia, ao máximo, trinta manifestantes que lá passaram a noite. No entanto, três viaturas da PM mantinham o trânsito bloqueado, desviavam o fluxo de veículos para as ruas laterais e criavam um enorme engarrafamento.

Em entrevista, o tenente que comandava a operação, do 1º Batalhão de Trânsito, foi claro e objetivo. Ele, que respondeu às perguntas com cortesia, afirmou que há "cinquenta manifestantes" e que, mesmo assim, recebeu ordens para bloquear as duas pistas da avenida. Trata-se da mesma PM a quem se ordena, tantas vezes, a reprimir brutalmente manifestações maciças e pacíficas, nesta mesma avenida.

Exceto pelo tráfego, não havia sinal de tensão no ar. As pessoas caminhavam normalmente pela avenida. Porém, a "paralisação", como se previa foi martelada repetidamente na TV desde as primeiras horas da manhã, para sugerir que a posse de Lula provoca "clamor popular".

Josias Lech, assessor da SPTrans/CET, órgãos que regulamentam o trânsito na cidade, subordinados à secretaria municipal de Transportes, confirma que o fechamento foi determinado pela PM.

"Por volta das 5h30, tinha 50 pessoas lá remanescentes de ontem e desde esse horário tentamos negociações com PM para abrir, mas nas três tentativas esbarrou no alvoroço do turma e do impulso da imprensa que está lá presente a noite toda 'cobrindo o ato e os manifestantes'. Assim a PM está se declarando sem "forças" para tirar pessoal e liberar para ônibus. Portanto, quem fecha e abre ruas nessas circunstâncias é a PM e não a CET", relata Lech.

Portal CTB com RBA

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