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Qui, Maio

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O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) realizou entre os dias 18 e 21, o 27º Congresso do sindicato com o tema “Escola pública: palco privilegiado de prática educativa”.

"O Congresso do Sinpeem é ummomento importante na vida dos profissionais de educação de São Paulo. É um momento de debate e reflexãop sobre a conjuntura política e cultural, principalmente naquilo que interfere na educação", afirma Francisco Livino de Noronha Neto, professor do CEU Emef Pêra Marmelo.

De acordo com Gilcia Maria Salomon, professora da Escola Municipal Alberto de Oliveira, os congressistas debateram todos as propostas desse governo golpista que “ameaçam a educação pública e o plano de lutas do sindicato”.

Ela conta que os cerca de 4 mil participantes se posicionaram sobre a conjuntura nacional, internacional e as perspectivas para a educação municipal com a nova administração que assume mandato em 1º de janeiro.

“Nos posicionamos contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241, que acaba com a educação pública, além do Projeto de Lei 257, que é contra os direitos dos servidores públicos, em todas as instâncias”, afirma Maria Cristina Morales, professora da Escola Municipal Amorim Lima. Ela diz ainda que o congresso se posicionou contra a reforma da Previdência.

Além diss, "foi elaborado um documento que determina a atuação do sindicato para o próximo período", conta Neto. "A categoria luta por melhores condições de trabalho, defende a proposta de diminuição do número de alunos por sala de aula e mais recursos para a educação", complementa.

Neto conta que os participantes do congresso criticaram a PEC 241, "que acaba até com os concursos públicos e mexe na nossa aposentadoria. Rejeitamos também a terceirização que tem aumentado no município, principalmente através das creches conveniadas, o que aumenta o trabalho das servidoras, que ainda passam a ganhar menos".

Ele lembra a aprovação para que o Sinpeem participe das manifestações dos dias 11 e 25 de novembro. "Decidimos também o encaminhamento pelo Sinpeem de um Dia Nacional de Paralisação Contra a Desvinculação da Receita da Educação e Defesa da Aposentadoria. E também vamos levar nossas reivindicações ao prefeito que assume o próximo mandato".

Mulheres

“Tivemos um problema com o presidente do Sinpeem, Cláudio Fonseca, no segundo dia do congresso, quando pedimos uma questão de ordem, que é regimental, para lermos uma moção de repúdio ao machismo na sociedade e no sindicato”, reforça Salomon.

Morales explica que a categoria é composta por mais de 80% de mulheres e “nem espaço para deixarmos nossos filhos durante o congresso tivemos. Isso é um grande desrespeito. Aí quando quisemos essa questão de ordem para protestar a essas atitudes machistas, Fonseca nos tratou de maneira jocosa”.

Um texto assinado pela diretoria do sindicato diz que “uma minoria de oposição ao Sinpeem, agressiva e desrespeitosa à vontade e decisão da maioria dos congressistas, desde a instalação do evento, deixaram claro que seu interesse maior era dividir e não unir a categoria para lutar por seus direitos”.

Inclusive os Jornalistas Livres publicaram um vídeo com o fato da quarta-feira no Anhembi, onde ocorre o evento (assista abaixo). 

Uma moção de repúdio ao presidente do Sinpeem, assinada pelas Mulheres Manifestantes do Ato de 19/10 no 27º Congresso do Sinpeem afirma “que o Sinpeem deixe de tratar pautas de mulheres, negros e LGBTs como sendo de ‘minorias’, mas como parte indissociável das lutas da categoria”.

Portal CTB

Leia a íntegra abaixo:

Moção Luta Mulher no Sinpeem

"Considerando:

A naturalização do machismo na sociedade, comprovada no aumento dos casos de violência, feminicídios e na cultura do estupro;
Que a ideologia machista, racista e LGBTfóbica reforça a superexploração do capital sobre a classe trabalhadora de conjunto;
Que na sociedade 52% da população é mulher, assim como a maioria se declara negra;
Que a base do Sinpeem é composta majoritariamente de mulheres;
Que, no entanto, de um total de 35 membros da diretoria do Sinpeem, apenas 17 (48,5%) são mulheres;
Que além da sub-representação feminina no Sindicato, crescem atitudes de desqualificação, subestimação e até agressões verbais por parte de dirigentes sindicais sobre Diretoras, Conselheiras e REs nos Fóruns do Sinpeem;
Que o Sindicato não avançou em formação política, sindical e sobre as questões de gênero e raça sobre seus associados;
Que as mulheres da categoria vivem uma sobrecarga de trabalho com duplas ou triplas jornadas incluindo o trabalho doméstico;
O 27º Congresso resolve:
Que o SINPEEM deixe de tratar pautas de mulheres, negros e LGBTs como sendo de “minorias”, mas como parte indissociável das lutas da categoria;
Que toda ação, piada ou subestimação das mulheres nos fóruns do Sindicato sejam repudiadas e combatidas imediatamente;
Que se constituam fóruns específicos para apuração e resolução de denúncias de machismo nos fóruns do Sindicato;
Que haja espaços de organização e formação ampla para as mulheres da categoria;
Que todas as mesas de direção dos fóruns do SINPEEM (Congressos, Diretoria, Conselho, Assembleias e REs) tenham representação feminina e não tenham posturas desrespeitosas, desqualificadoras, subestimadoras ou de ridicularização das mulheres;
Que todos os fóruns do Sinpeem tenham espaços de acolhimento e recreação para as crianças de modo a garantir a participação plena das mulheres e de suas demandas".

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