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O Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin) de São Paulo segue na luta contra o Projeto de Lei (PL) 621/2016, de autoria do Executivo Municipal, ou seja, da prefeitura, que prevê uma série de alterações da previdência dos servidores, entre elas, aumento de alíquota de contribuição de até 19%.

Em assembleia específica da categoria, realizada em frente à Câmara Municipal durante a manifestação realizada nesta quinta-feira (15), a maioria das pessoas presentes votou pela realização de greve.

Mãe apoia greve. Assista! 

Em seguida, uma segunda assembleia que envolveu todas as categorias do funcionalismo público, por meio do Fórum de Entidades, o Sedin acompanhou os demais companheiros e votou por greve. A professora Sheyla Mendes conduziu a assembleia e enfatizou que as educadoras e educadores da infância não sairão das ruas até que a proposta de Doria seja retirada da pauta de votação.

As educadoras e educadores da infância, portanto, estão em greve até a próxima terça-feira (20), quando em uma nova assembleia da categoria, que será realizada na frente da Câmara Municipal, na qual avaliaremos o andamento e continuidade da luta.

O Sedin convoca os educadores da infância a engrossarem, nesse mesmo dia e local mais uma manifestação contra a votação do PL 621/2016, que faremos em conjunto com nossa central sindical CTB, e outras entidades sindicais representativas do funcionalismo público.

Concentração em frente à Câmara Municipal a partir das 10h.

Clique aqui e veja mais fotos da manifestação

 Audiência pública

Confira o discurso de Claudete Alves, presidenta do Sedin  

Milhares de servidoras e servidores tomaram a frente da Câmara Municipal de São Paulo, nesta quinta-feira, para protestar contra a proposta e pedir que seja retirada da pauta de votação. Do lado de dentro ocorria a audiência pública solicitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, para discutir o projeto ainda está em curso, mas desta vez, o acesso de servidores/professores/as à Casa foi restringido. Por volta das 12h senhas foram distribuídas pela GCM e só foi permitida a entrada de um volume de pessoas respeitando a capacidade do Salão Nobre, onde a audiência foi realizada.

O Sedin por meio de integrantes de sua diretoria e de educadoras da infância participou ativamente da audiência pública. Claudete Alves, presidenta do Sedin, ao se manifestar na audiência, fez apelo para que os vereadores contrários à proposta usassem de ferramentas como a obstrução para impedir que o PL vá a primeira votação. Claudete reiterou a ameaça e possibilidade de que a base do governo obtenha o número de votos necessários para aprovar o projeto e afirmou que as professoras/es continuarão seu enfrentamento.

Joélia Aguiar, vice-presidenta do Sedin, em sua fala, pontuou que os números apresentados pelo governo em sua apresentação e defesa da proposta, não estão corretos e não se baseiam na realidade. Afirmação feita também, pelo advogado responsável pelo departamento jurídico do Sedin, Antoniel Bispo.

Especializado nas causas jurídicas do funcionalismo público municipal, ele disse que enfatizou a necessidade de que as contas feitas pelo governo, nas quais se apoia o PL 621/16, sejam reavaliadas por uma comissão e pelo Tribunal de Contas. Antoniel afirmou que “os números não têm base real de sustentação”.

Marielle Franco Presente! 

A indignação pelo assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSol), morta a tiros que a atingiram à queima roupa, enquanto ela estava dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio, por volta das 21h30 da quarta-feira (14), foi expressa por uma série de manifestantes presentes na audiência, entre os quais, a professora Claudete Alves, que emocionada gritou aos presentes até quando mulheres negras e de todas as etnias serão atacadas e mortas impunemente no Brasil. Antes do início da audiência foi feito um minuto de silêncio pela morte de Marielle.

O Sedin expressa todo o pesar ao assassinato de mais essa mulher guerreira, que lutava em defesa de outras tantas mulheres e contra as desigualdades de gênero, raça e classe social, comuns no Brasil e, sobretudo, no Rio de Janeiro.

Fonte: Sedin. Foto: Nando LHP

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