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Qui, Maio

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Tende a piorar a crise que se instalou na Empresa Brasileira de Correios (ECT), que tem afetado diretamente os trabalhadores. A ECT parou de pagar a parte que lhe cabe no Postal Saúde e acumulou dívida de R$ 500 mi com os credenciados.

Para evitar que a empresa acabe com esse direito dos ecetistas, os Sindicatos de São Paulo, Bauru, Campinas, Santos, Vale do Paraíba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto definiram uma agenda de ações conjuntas com a categoria.

"Não vamos permitir que um direito arduamente conquistado e merecido seja tirado dos Trabalhadores.”, afirmou José Aparecido Gandara, presidente do Sindecteb-Bauru e Presidente da Findect (Federação Nacional dos Sindicatos dos Correios).

A empresa alega que o custo do plano médico da categoria é muito alto. Devido a isso, e aos problemas de caixa também alegados por ela, que seriam gerados por um suposto déficit nas contas, ela está dando calote no plano e deixando os credenciados sem pagamento.

Uma comissão paritária constituída para discutir o plano de saúde tem estudado qual a melhor forma de gestão. Para os sindicalistas, a verdade é que as más gestões na Postal Saúde, aliadas a cultura de apadrinhamentos políticos, levaram à crise que se estendeu pelo país todo.

Nesta sexta-feira (02), os dirigentes se reuniram com o presidente dos Correios para discutir a questão incluindo o pagamento da rede credenciada, DDA, OAI e entrega matutina.

De acordo com Elias Diviza, presidente do Sintect-SP e vice-presidente da Findect , a reunião foi chamada pela própria ECT, diante da pressão dos trabalhadores e do Sindicato do Estado de São Paulo.

O sindicalista convocou a categoria mais uma vez para a luta e ressaltou a importância da mobilização. "Não podemos esperar mais! A questão agora é a luta em defesa de um convênio médico de qualidade, que ampare o funcionário e sua família. Isso é vital em qualquer empresa, principalmente nos Correios, que é uma verdadeira fábrica de lesionados e aposentados precoces devido às más condições de Trabalho. Somente a união de toda a categoria e mobilização geral, vamos evitar as perdas em nossa assistência médica", conclamou Diviza.

No próximo dia 07 de dezembro, os sindicatos se reúnem em assembleia para aprovar a deflagração de uma possível greve no dia 15 de dezembro em defesa da assistência médica da categoria.

Cinthia Ribas - Portal CTB com Sintect-SP

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