Sidebar

23
Qui, Maio

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Desde o ano passado os funcionários e funcionárias dos Correios de São Paulo enfrentam um duro embate com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) que ameaça cortar o plano de saúde da categoria.
Na última quinta-feira (05), dirigente dos sindicatos de São Paulo voltaram a se reunir com representantes da empresa e do postal saúde para tentar resolver o problema o entrave.

No entanto, a reunião terminou frustrada para os trabalhadores diante da proposta apresentada pelo presidente da ECT, Guilherme Campos, que defendeu a cobrança de mensalidade.

Segundo a ECT, no ano de 2017, o plano de saúde vai consumir 2 bilhões de reais no total, ao pagar todos os procedimentos médicos que estão previstos. No atual modelo, onde a empresa cobre 93% desses gastos e os trabalhadores o total de 7%. A contribuição dos funcionários chegaria a R$ 140 milhões de reais no ano, somando todos os valores que seriam pagos ao usar o plano de saúde. O restante seria pago pelo Correios nas despesas administrativas além de pagar as clínicas médicas e hospitais, num valor de 1,86 bilhões.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP), a proposta apresentada pela empresa o Correios somente pagaria 1 bilhão e os trabalhadores teriam que sacrificar seus já baixos salários para, através da cobrança de mensalidades, arcar também com 1 bilhão de reais. “Visivelmente a empresa está tentando lucrar em cima da doença dos trabalhadores”, afirmou Elias Cesário, o Diviza, presidente do Sintect e vice-presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Correios (Findect).

Após a apresentação da proposta, os sindicalistas prontamente se posicionaram contra qualquer tipo de cobrança a mais do que já existe hoje no plano de saúde. “A empresa descaradamente propõe uma cobrança por cada pessoa no plano de saúde, valores entre R$ 61,79 e R$ 875,64. Além disso, para cada consulta seria cobrado 30% do valor e 10% por demais procedimentos como exames e tratamentos. Como pode a empresa querer jogar toda a conta da má gestão no plano nas costas do trabalhador ecetista, tendo em vista que nossas remunerações não são compatíveis com qualquer cobrança de mensalidade ou coparticipação?”, questionou Diviza.

De acordo com o sindicalista, o pacote de maldades da empresa não para por aí. “A empresa quer que seja pago este ano o valor de 10% dos custos de mensalidade desse grupo e mais 10% a cada ano, até que os pais e mães paguem 100% da mensalidade. Em 2026, os pais e mães pagariam até R$ 1.085,87 por mês somente de mensalidade, e cada vez que usasse o plano de saúde pagaria 30% (consulta) ou 10% (exames e tratamentos)”, afirmou.

Para a Findect, a proposta dos Correios serve apenas para levar os que tem menores salários e realmente trabalham a saírem de vez do plano de saúde, mantendo apenas os que tem altos salários com direito ao benefício.
Os trabalhadores terão o prazo de 1º de fevereiro até o último dia de março para, reunidos congressos e assembleias, discutirem se concordam com as soluções que serão apresentadas pelas federações.

“O momento agora é de mostrarmos toda nossa indignação, nos prepararmos para a luta e caso a empresa venha a descumprir o acordo coletivo de trabalho com imposição da mensalidade ou houver intervenção de órgãos como a ANS, TST ou Governo Federal forçando os trabalhadores a pagar esses valores vamos construir a maior greve da categoria para o enfrentamento e defesa dos nossos direitos!”, conclamou o presidente do Sintect-SP.

Portal CTB com Sintect-SP

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.