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Qua, Dez

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O banco Itaú demitiu dezenas de funcionários nas áreas de Cartões Pessoa Física e Intercâmbio, vinculadas à Superintendência de Cartões e BKO Cobranças. Entre os demitidos estão bancários que realizavam tratamento contra o câncer e as doenças ocupacionais LER/DOR, relacionadas ao ritmo intenso de trabalho.

"Encaminhamos denúncia ao departamento de recursos humanos e solicitamos a manutenção dos empregos de todos os trabalhadores nestas áreas", disse a sindicalista Andrea Barcelos, da CTB-SP, que acompanha o processo, ao lado dos dirigentes da CTB Onisio Machado e Vânia Trindade. 

Andrea afirma que, desde a aprovação da reforma trabalhista, as instituições financeiras, e principalmente o banco Itaú, vêm aplicando a legislação da forma mais abrangente possível, precarizando o trabalho com o amparo da lei, que validou a terceirização na atividade fim, e ampliando a automatização.

"O assédio moral é constante, com ameaças frequentes de demissão. As pessoas nestas áreas estão aterrorizadas, com risco iminente de serem desligadas, mesmo cumprindo contrato semestral de metas", diz a dirigente.

"O único objetivo daqueles que apoiaram esta reforma foi se beneficiar com altos lucros e mão de obra qualificada e barata. É um grande retrocesso para classe trabalhadora do nosso país", lamentou a sindicalista, lembrando que o lucro do Itaú no primeiro trimestre de 2018 foi de R$ 6,4 bilhões. 

Até o momento, o banco não se manifestou. 

Portal CTB

 

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