Sidebar

22
Seg, Abr

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul, está convocando a categoria a participar de assembleia geral neste sábado (17), às 9h, em sua sede, para discutir a luta dos trabalhadores num cenário de perda de direitos, o necessário fortalecimento da entidade para fazer frente a estes retrocessos e a contribuição sindical.

O ano de 2017 não foi fácil para os trabalhadores no Brasil. Foi um ano de resistência. Mas o Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa conseguiu uma vitória importante: assegurar, na convenção coletiva da categoria, conquistas que a nova lei não garante.

Entre estas conquistas estão o adicional de horas-extras de 50% até 22 horas mensais; 100% de 23 a 60 horas mensais e 130% nas excedentes às 60 horas mensais;  jornada de trabalho do metalúrgico de 44h semanais sem trabalho aos sábados; quinquênios (a cada cinco anos o trabalhador tem direito a R$ 72,60 de adicional no salário) e auxílio-creche para a mãe metalúrgica, e o pai que tenha a guarda judicial, para crianças com até cinco anos.

Estas garantias servem como anteparo contra as perdas impostas pela nova lei trabalhista, que veio para acabar com os direitos da classe trabalhadora. Agora, por exemplo, o negociado vale mais que o legislado (a CLT). "Por isso, o Sindicato deve ser fortalecido com a contribuição de cada trabalhador e trabalhadora, para assegurar direitos através das convenções e acordos coletivos. A convenção protege e garante direitos a todos os trabalhadores”, explica Todson Andrade, presidente do Sindicato.

Além disso, no processo que levou à aprovação da reforma trabalhista, os patrões e a mídia fizeram o trabalhador acreditar que era preciso acabar com a contribuição sindical. Mas, por que? Para diminuir ainda mais a força do empregado e para o trabalhador ter de negociar sozinho com o patrão, o que leva, naturalmente, à redução de seus direitos. "Por isso, é hora do trabalhador se unir ainda mais e valorizar sua contribuição sindical. Um sindicato forte traz direitos, enquanto um sindicato fraco resulta em perdas para a categoria”, enfatiza Todson.

A nova lei trabalhista também estimula o enfraquecimento dos sindicatos ao permitir que a rescisão seja feita na própria empresa. Mas, vale destacar que a rescisão feita no Sindicato é um direito do trabalhador, uma forma de resguardá-lo contra manobras dos patrões e está na  convenção coletiva dos metalúrgicos. É direito de cada trabalhador e trabalhadora, com mais de um ano de empresa, fazer sua rescisão de contrato de trabalho no Sindicato.

Reforma da Previdência

Outro forte motivo para a mobilização dos trabalhadores é que governo quer votar, ainda em fevereiro, mais um duro golpe aos trabalhadores: a reforma da Previdência, que vai praticamente inviabilizar a aposentadoria e fazer com que o povo trabalhe até morrer.

Mas, não existe rombo na Previdência como diz o governo. Ao contrário, o sistema previdenciário do país tem superávit — só em 2015, sobraram mais de R$ 11,2 bilhões. O grande problema é que este governo desvia o dinheiro da Previdência para pagar juros da dívida com bancos e agiotas internacionais.

Além disso, já está claro: este governo golpista, que já roubou os direitos trabalhistas e congelou os recursos da saúde, educação e segurança, quer entregar a previdência pública para os bancos privados. Portanto, é hora de fortalecer ainda mais a união dos trabalhadores para defender a aposentadoria antes que seja tarde demais. 

Assessoria de Imprensa - Sindicato dos Metalúrgicos de Carlos Barbosa

 

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.