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Unidade e resistência da categoria foram fundamentais para reverter a intransigência patronal na mesa de negociação

         Na Campanha Salarial de 2018, metalúrgicos e metalúrgicas precisaram resistir a inúmeros retrocessos impostos pelos patrões na mesa de negociação da Convenção Coletiva. O sindicato patronal (Simecs) condicionou o fechamento do acordo aos turnos 6x2 e 5x1, trabalhos aos sábados, domingos e feriados, semana espanhola, entre outros itens. O suporte da categoria foi fundamental para que o Sindicato dos Trabalhadores resistisse as investidas patronais.

         “Foram necessárias dez reuniões para retirar da pauta as imposições dos patrões. Conseguimos barrar 95% da pauta patronal. Ressaltamos que conseguimos preservar nossa Convenção Coletiva, renovando por dois anos as cláusulas de quinquênio, auxílio creche, valor reduzido do transporte, pré-aposentadoria, entre outros tantos direitos conquistados através de muita luta ao longo dos anos, além de um aumento real de reajuste salarial de mais de 1%. Devemos destacar que isso só foi possível devido ao engajamento da categoria, que nos deu o alicerce para resistir a intransigência dos patrões na mesa de negociação, fazendo pressão nas fábricas e nas redes sociais. Agora, a categoria vai decidir se fechamos o acordo com os itens que ficaram definidos”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Claudecir Monsani. 

Assembleia

Após sete rodadas de negociações em Caxias do Sul, entre os sindicatos, e mais três audiências de mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre, chegou-se a uma proposta final. Para o fechamento do acordo, metalúrgicos e metalúrgicas devem avaliar e deliberar sobre a proposta em assembleia geral, marcada para sábado, 15 de setembro, às 9h30min, na sede central do Sindicato.

Proposta a ser votada:

1)   Manutenção das cláusulas da Convenção Coletiva por dois anos;

2)   Índice de reajuste de 2.8% (retroativo a data-base 01 de junho);

3)   Evitar que gestantes e lactantes trabalhem em locais com manuseio de produtos químicos;

4)   Banco de horas com limitador de 20 horas (50% pagas como extras, 50% para banco);

5)   Permanência de horas extras;

6)   Férias em dois períodos, sempre iniciados no primeiro dia útil da semana.

“A presença de cada um e cada uma é fundamental nessa assembleia. Mais uma vez, precisamos demonstrar aos patrões que a decisão final é de toda categoria”, ressalta Monsani.

Assessoria de imprensa 

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