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Desemprego entre negros diminui na Grande São Paulo, mas diferenças continuam |
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18/11/2009 |
De acordo com o estudo "Os negros no mercado de
trabalho da região metropolitana de São Paulo" do Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgados nesta
quarta-feira (18) , nos últimos quatro
anos o número de negros desempregados na região metropolitana de São Paulo,
caiu de 22,5% para 16%.
O desemprego no grupo
de "não-negros" (que inclui brancos e orientais) também registrou
queda de 16,4% para 11,9%. Os dados, recolhidos da Pesquisa de Emprego e
Desemprego (PED) do Dieese, comparam informações
de 2008 com 2004, período que a economia brasileira registrou uma forte
expansão, indicam que apesar da desigualdade entre negros e não-negros ter
diminuído, ainda há uma grande diferença entre os dois grupos analisados.
A pesquisa do Dieese atribui, em parte, ao aumento do grau
de escolaridade o maior acesso dos negros a postos de trabalho de melhor
qualidade. Os números também demonstram que o aumento da escolaridade, embora
tenha ocorrido para negros e brancos, foi mais intenso para os negros.
Essa mudança refletiu no crescimento do rendimento médio
real dos negros, que subiu 6,1% no período comparado. De acordo com a
economista do Patrícia Lino Costa, isso "mostra uma tendência de lenta
aproximação na relação entre os dois grupos".
Em 2008, o rendimento médio familiar per capita foi de R$
514 para os negros, quase a metade do valor correspondente aos brancos, que
ficou em R$ 985.
O estudo informou ainda que a taxa de desemprego total dos
negros continuou a ser superior à de brancos, apesar da diminuição. Além disso, os negros tendem a ingressar mais
cedo e a permanecer por mais tempo no mercado de trabalho.
No ano passado os negros representavam 38,4% da população
paulistana, mais do que em 2004, quando somavam 35%.
Clique aqui para ler o estudo do Dieese na íntegra
Portal CTB
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