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Aposentados prometem ir às ruas contra projeto de reajuste |
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30/10/2009 |
A emenda ao Projeto de Lei 001/2007, que garante a todas as
aposentadorias os mesmos índices de reajuste do salário mínimo, pode
ser votada quarta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados. Como
forma de pressão, as entidades de defesa dos direitos da categoria
prometem repetir o movimento dos jovens cara pintadas, que, em 1992,
conseguiram o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello.
Segundo o presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e
Pensionistas Brasileiros (Cobap), Warley Martins, os aposentados vão
sair às ruas com o lema dos “cara enrugadas”, com o rosto marcado pelo
tempo e pintado com as cores da bandeira brasileira. “Nós não podemos
fazer greve, mas temos uma arma nas mãos: o voto. É hora de pressionar
os políticos, já que ano que vem temos eleições”, afirma.
Após reunião com representantes dos cerca de 600 aposentados que foram
a Brasília para pedir a aprovação da matéria, o presidente da Câmara,
Michel Temer (PMDB-SP), prometeu incluir o assunto na reunião do
Colégio de Líderes, com ou sem a anuência do governo. Caso não
concordasse com a demanda da categoria, os aposentados ameaçavam
permanecer em vigília, inteirando 48 horas seguidas de protesto na
Câmara. “Ele prometeu colocar em votação caso o governo não apresente
antes uma proposta de acordo com a Cobap e com as centrais sindicais
que não apoiaram o substitutivo ”, diz Martins.
Pelos cálculos da Cobap, é a sétima vez que Temer teria se comprometido
a votar a emenda ao PL 001, que interessa aos aposentados. Ainda que
não haja entendimento entre os líderes partidários para que o projeto
entre em pauta, a pressão exercida pelos aposentados poderá ter outras
consequências. Deve apressar a votação do substitutivo ao Projeto de
Lei 3.299, do relator Pepe Vargas (PT/RS), que trata originalmente da
substituição do fator previdenciário pela fórmula 95/85 e vai passar a
englobar os pontos do acordo fechado entre representantes do governo e
centrais.
A proposta do governo é transformar todos os projetos – três ao todo –
aprovados no Senado que tratam de questões do interesse dos aposentados
em um único projeto. No único projeto, o reajuste para os benefícios
superior a um salário mínimo seria de 6,17%, o que daria um ganho real
acima da inflação. Pelo substitutivo de Pepe Vargas, o fator
previdenciário seria substituído pelo fator 95/85. Pela proposta, o
trabalhador que conseguir somar os anos de contribuição e de idade e
atingir o fator 95, no caso dos homens, e 85, no caso das mulheres,
terá aposentaria integral.
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