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Qui, Jun

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A queda de braço entre servidores públicos e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, parece ainda longe de um desfecho. Os trabalhadores realizaram uma grande manifestação seguida de assembleia na quinta-feira (7) em que decidiram, por unanimidade, dar continuidade à greve unificada deflagrada no dia 4 de fevereiro. Uma nova assembleia foi convocada para 13 de fevereiro, às 14 horas, diante da Prefeitura, no Viaduto do Chá.

     A pauta de reivindicações dos servidores é composta por cinco eixos:

     1 - Revogação da Lei nº 17.020/2018, que cria o Regime de Previdência Complementar, a Sampaprev e aumenta a contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%;

     2 - Valorização dos servidores públicos;

     3 - Valorização do serviço público;

     4 - Revisão geral salarial de 10% para os servidores ativos, aposentados e pensionistas, pondo fim à política de reajuste adotada pela Prefeitura nos últimos anos de conceder ao funcionalismo reajuste de 0,01%;

     5 - Nenhum confisco.

A luta do funcionalismo em torno da reforma da Previdência municipal começou em 2015, contra o Projeto de Lei nº 558, que criava a Sampaprev. Em agosto de 2016, como resultado dos protestos dos trabalhadores, o PL foi retirado da Câmara. Foi representado ao Legislativo como o PL nº 621/2016, que também não prosperou. Os servidores impediram a aprovação deste projeto no governo Doria realizado uma manifestação que reuniu cerca de 100 mil pessoas contra o que foi chamado de confisco de salários.

Os líderes da greve unificada das diferentes categorias que compõem o funcionalismo reafirmaram que a luta continua, agora pela revogação da Lei nº 17.020 (Sampaprev) e em defesa dos serviços públicos, dos servidores e seus direitos.

O Comando Unificado do Conjunto dos Servidores realizará atos em várias regiões da cidade, com panfletagem e orientação à população sobre a importância da greve do funcionalismo e da participação de todos contra a reforma da Previdência municipal, que retira direitos dos trabalhadores.

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