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Ter, Set

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O Dia Nacional de Lutas desta quarta-feira (15) ganhará ainda mais peso com a paralisação dos trabalhadores portuários, que decidiram em assembleia nacional se juntarem aos professores, rurais e tantas outras categorias nos protestos contra Michel Temer.

A participação dos portuários se dará principalmente pelo bloqueio do fluxo dos navios ao longo do dia, e vale para todos os estados nos quais operam portos públicos no Brasil. A decisão foi validada por ao menos 96 sindicatos e três federações da categoria (entre elas a Federação Nacional dos Trabalhadores Portuários, a Fenccovib, filiada à CTB).

Com a adesão massiva do setor, espera-se que o fluxo de importações e exportações brasileiras seja completamente bloqueado nas próximas 24 horas, criando um protesto em forma de embargo econômico. Entre as 7h e as 19h, nenhuma embarcação de carga será carregada ou descarregada. Os trabalhadores vão aproveitar a paralisação e se unir às manifestações já organizadas nas cidades mais próximas, reforçando as vozes em defesa da Previdência e dos direitos trabalhistas.

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“Quem vai sentir o impacto disso vão ser os empresários, vão sentir no bolso. Os portos são a ala mais estratégica do país, 97% das importações e exportações são feitas a partir deles. E eu posso dizer, sem medo de errar, que próximo de 100% dos portos públicos vão fechar”, garantiu o presidente da Feccovib e membro da Direção Executiva da CTB, Mário Teixeira.

A fala é corroborada pelas estimativas econômicas do setor: em média, 1.200 navios ancoram por dia no Brasil, e para cada um cria-se um prejuízo de 30 a 50 mil dólares com a paralisação. Há também uma perda de receitas pela atraso das agendas, e questões como engarrafamento das navegações, conflitos de documentação e incômodos à rotina portuária em outros países.

Para Teixeira, esta será a chance de a classe trabalhadora forçar Michel Temer a reconsiderar seu governo ultraliberal. “Nós sabemos que o governo está preocupado, até porque abriu uma ação na justiça contra nós na última greve, que está correndo até hoje. Mas nós vamos continuar. O protesto é importante porque o povo, de modo geral, está percebendo a realidade, está vendo que tem mesmo que ir para a rua. À medida em que for engrossando, o governo vai ter que admitir o peso das reivindicações”.

A decisão foi tomada em Plenária Nacional realizada no Rio de Janeiro, nos dias 9 e 10 de março, com a presença da maioria dos sindicatos de portuários, representados por 247 delegados. Ela dará ainda mais peso às manifetações do 15 de Março, cuja programação você pode conferir na íntegra AQUI.

Portal CTB