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“O movimento sindical mostra vigor na luta contra as propostas da gestão Temer”, afirmou o consultor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto Queiroz, o Toninho, durante entrevista ao Portal Vermelho, ao comentar as manifestações desta quarta-feira (15), que reuniu, em todo o Brasil, um milhão de pessoas contra as reformas da Previdência  e Trabalhista.

Ele também comentou que o pacote vai ficando pior quando adicionamos os Projetos de Lei 4302/1998, que libera a terceirização irrestrita, e o 6787/2016, que estabelece o negociado sobre o legislado. 

Para Toninho, a hora é de atenção total em torno destas quatro propostas, pois todas elas apresentam à classe trabalhadora um horizonte de precarização brutal. “A reforma trabalhista de Temer é uma tragédia, mas o PL 4302, que vai ser votado primeiro, é mais nocivo aos trabalhadores”, alertou.

Para o consultor, com o golpe parlamentar dado em 2016 no governo Dilma Rousseff, há no Brasil uma mudança de paradigma que põe fim em instrumentos de poder do estado que no último período promoveram inclusão e reduziram desequilíbrios regionais históricos.

De acordo com ele, o novo governo canaliza esse poder para “Garantir a propriedade, contratos e honrar compromissos com credores da dívida. Transfere o orçamento, o patrimônio público e oportunidades de negócios do setor público para o privado. Temer veio para retirar direitos”, completou.

Precarização geral 

Os prejuízos para trabalhadores e trabalhadoras serão imensos se tal propósito for vitorioso. A terceirização submete os assalariados a uma dupla exploração (pela terceirizada e pelo patrão que a contrata) e significa redução de salário (de 30% em média), aumento da jornada, corte de benefícios, maior rotatividade e insegurança jurídica, conforme demonstra estudo realizado pelo Dieese.

Pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que os terceirizados lideram a lista de acidentes de trabalho, com mortes, sequelas. Não tem direito a higiene, ganha metade do que ganha o trabalhador da empresa matriz e sequer desfruta dos mesmos direitos.

Portal CTB - Com informações do Portal Vermelho 

Foto: Joca Duarte