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O país, em especial a classe trabalhadora brasileira, enfrenta um cenário de incertezas e instabilidade política, onde direitos sociais estão sob a ameaça constante de forças neoliberiais, interessadas em fazer prevalecer o capital.

Após um golpe que retirou uma presidenta legitimamente eleita do comando da nação, o presidente no poder tentar enfiar goela abaixo dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras duas reformas que promovem um verdadeiro retrocesso: a previdenciária e a trabalhista.

Nesse cenário que a CTB realiza seu 4º Congresso Nacional, entre os dias 24 e 26 de agosto. O congresso deve reunir mais de 1,2 mil delegados e delegadas, em Salvador, para renovar a linha política da Central, direcionando as ações para os proximos anos.

E como parte deste calendário nacional, a estaduais da CTB (consolidadas nos 26 estados brasileiros e Distrito Federal) têm realizado seus congressos dando exemplo de mobilização e participação. Mais de 50% estados já realizaram seus Congressos com o objetivo de eleger a nova diretoria estadual e os delegados e delegadas ao Congresso Nacional.

Os encontros estaduais também têm promovido um elevado debate acerca da atual conjuntura e renovando o espírito de luta da militância cetebistas, que reúne trabalhadores de inúmeras categorias de todos os setores.

Como destaca o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes. "Os Congressos estaduais têm refletido nossa mobilização e preocupação com a situação política do país. Temos feito amplos debates e discussões de altíssimo nível para fortalecer a luta contra esses ataques aos direitos da classe trabalhadora".

Para Cleber Rezende, eleito presidente da CTB Pará, o congresso realizado em um momento de crise política é a oportunidade de aprofundar o debate e arregimentar forças. “Os debates servirão para municiar e preparar os sindicalistas para os embates que ainda estão por vir”, garante.

“Com o congresso realizamos um grande debate, de altíssimo nível que serviu para renovar o espírito de luta da nossa militância. Os trabalhadores saíram animados e cientes das lutas que vão ter que enfrentar nos próximos meses”, garantiu Gilda Almeida, secretária adjunta de Finanças, que acompanhou o Congresso do Espírito Santo, marcado pelo debate participativo e a expressiva inserção das mulheres tanto na delegação como na composição da nova diretoria.

Além de se mostrarem um espaço de intenso e participativo debate, os congressos das estaduais têm surpreendido pela renovação.

Dos 19 Congressos realizados, 09 apostaram na renovação para presidência, sendo eleitas 3 mulheres: Tatiana Barbosa Magalhaes (Amapá), Lucinalda dos Santos Coelho (Roraima) e Isis Tavares (Amazonas). Outro destaque foi o setor da educação. Foram eleitos (as) 07 trabalhadores (as) do setor da educação.

Para Isis Tavares, com essa postura a CTB alia a renovação com a experiência. "Em meio a uma conjuntura política tão adversa, é fundamental aliarmos a experiência dos dirigentes antigos e o vigor de uma juventude aguerrida, para cumprirmos um mandato de muita luta, organizando a ofensiva e resistência da classe trabalhadora ao realizar uma histórica Greve Geral no Brasil e também trabalhar de forma unitária com todas as centrais do nosso país", finalizou Isis Tavares, reeleita presidente da CTB-AM.

Confira as estaduais que apostaram na renovação na presidência:

O Congresso da CTB Pará elegeu o professor Cleber Rezende.

No Amapá, o congresso elegeu presidenta a servidora pública Tatiana Barbosa Magalhaes.

 O Congresso da CTB Bahia, foi encerrado com a eleição do metalúrgico Pascoal Carneiro para presidência da estadual.

O professor Helmilton  Beserra foi eleito para presidir a estadual pernambucana pelos próximos 4 anos.

Trabalhador da CEDAE e dirigente do Sintsama-RJ, Paulo Sergio Farias, foi eleito para a presidência da CTB-RJ.

O Congresso Estadual da CTB-RN terminou com a eleição de Wellington Duarte, professor e chefe do departamento de Economia da UFRN e atual presidente do ADURN-Sindicato.

 

 Portal CTB

 

 

 

 

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