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Nesta quinta (13) marca o 50 anos do Ato Institucional nº 5 (AI-5), marco legal que legitimou o autoritarismo, a censura, as torturas, mortes e arbítrios registrados durante a ditadura militar de 1964.

E para que não se esqueça do que foi vivido durante o regime militar ocorre nesta quinta na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, às 19h, ato em defesa da Democracia, do Estado de Direito, da garantia das liberdades, dos direitos humanos individuais e sociais que vêm sendo desrespeitados no Brasil nos últimos anos.

Durante o ato, intelectuais, artistas e lideranças políticas, sindicais e populares lançarão um manifesto em defesa da democracia. No documento, eles afirmam que o decreto ditatorial “marcou o estabelecimento de um regime de terror de Estado” e reforçam “a importância da manutenção dos princípios consagrados na Constituição de 1988”.

O manifesto é assinado, até o momento, por mais de 500 pessoas. Para assinar o documento em Defesa da Democracia clique aqui.

Ao comentar a importância o ato, a professora de História Contemporânea da USP, Maria Aparecida de Aquino lembra que o período de terror vivido há 50 anos pode retomar espaço no seio social junto com a gestão do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). “Estamos vivendo numa espiral conservadora, autoritária e discricionária que ainda vai piorar. Quem vai sofrer mais são os pobres e a classe média”, alerta a pesquisadora.

E completou ao citar algumas ações de alertam para os perigos à liberdade: “Estamos observando assustados os ataques às instituições, a destruição das leis pela Lava Jato, com a divulgação, por exemplo, das escutas não autorizadas de uma presidenta ainda no poder, rompendo com o estado de direito”.

Quem apoia?

Entre as personalidades que assinam o manifesto estão o ex-ministro da Justiça Celso Amorim; a historiadora Maria Victoria Benevides; o fotógrafo Sebastião Salgado; os cantores Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso e Gilberto Gil; os atores Wagner Moura e Sônia Braga; o ex-jogador e comentarista Walter Casagrande Jr.; o cientista Miguel Nicolelis; entre outros intelectuais, artistas e lideranças.

Portal CTB - Com informações das agências

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