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Mais de 100 mil manifestantes em frente à Assembleia Legislativa do Rio

um dia após o assassinato (Foto: Júlia Gabriela)

Neste sábado (14) completa-se um mês do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro. E até o momento a polícia parece não ter nenhuma pista sobre os responsáveis por esse atentado. "É incrível que a polícia não tenha apresentado ainda nenhum resultado das invetigações. Tudo o que ficamos sabendo é pela imprensa", diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

Diversas manifestações lembrando o crime e pedindo justiça acontecem nas capitais neste sábado. Em São Paulo será em frente ao Masp, a partir das 16h. Os manifestantes não se cansam de repetir "Marielle Vive" para mostrar que a luta da vereadora por um mundo melhor persiste.

A sindicalista e ativista feminista se refere à reportagem do jornal O Globo, na qual foram ouvidas as duas testemunhas, dispensadas pela Polícia Militar. No domingo (1º), o jornal carioca trouxe informações importantes para a investigação do crime, informações aparentemente ignoradas pela polícia.

O assassinato de Marielle e seu motorista Anderson criou uma comoção poucas vezes vista no país. Milhares de pessoas saíram às ruas de todo exigindo apuração e punição dos culpados., "Mais do que isso, todo mundo sentiu a morte dela como se perdesse alguém de família, alguém muito próximo. E a certeza de que a impunidade não pode prevalecer", afirma Branco.

"Segundo as testemunhas, o carro em que os assassinos estavam imprensou o veículo conduzido por Anderson no qual estavam Marielle e uma assessora parlamentar e que quase subiu na calçada. Ambas disseram, também, que só viram um veículo no momento em que foram feitos os disparos. As imagens de câmeras de vigilância sugeriam que dois veículos haviam perseguido o carro em que a vereadora estava", diz a reportagem de O Globo.

"As testemunhas disseram também que viram um homem negro, que estava sentado no banco de trás do carro dos criminosos, colocando o braço para fora do veículo com uma arma de cano alongado e que o armamento parecia ter um silenciador".

Assista video sobre Marielle Franco feito por sua assessoria 

Já Sérgio Ramalho, do Intercept Brasil, ressalta que ocorreram dois assassinatos de supostos envolvidos com as milícias cariocas. De acordo com ele, suspeita-se de "queima de arquivo". Mas finalmente a polícia vai comparar as impressões digitais dos assassinados com "as recuperadas nos cartuchos usados na execução".

No domingo (8), foi executado Carlos Alexandre Pereira Maria (Alexandre Cabeça), colaborador parlamentar do vereador Marcello Siciliano, do PHS e na terça-feira (10), o subtenente reformado da PM. "Ambos tinham estreita relação com as milícias que tomaram a cidade do Rio de Janeiro. Os paramilitares são a principal linha de investigação do caso", explica Ramalho.

Os "investigadores conseguiram extrair fragmentos de digitais dos cartuchos de pistola 9 mm encontrados no local da execução de Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes", diz o repórter.

"O objetivo agora é saber se o cabo eleitoral e o policial reformado assassinados nos últimos dias tiveram participação na tocaia à vereadora do PSOL. Um eventual resultado positivo indicaria que as execuções de Alexandre Cabeça a de Silva teriam sido queima de arquivo".

Ramalho afirma ainda que "desde o início das investigações quase 50 pessoas foram ouvidas, incluindo doze vereadores da Câmara Municipal do Rio. Seis deles eleitos com votos de áreas sob domínio de grupos paramilitares". 

O Globo relata ainda que a Polícia Cilvil, que investiga o crime, não se pronunciou sobre o motivo de a PM ter dispensado as testemunahs do assassinato, em vez de ouvi-las. 

"As duas testemunhas revelaram que permaneceram no local do crime até a chegada da polícia, mas que os policiais militares mandaram todos sair de lá sem serem ouvidos", diz o jornal carioca.

Para Kátia Branco, a sociedade não suporta mais crimes tão hediondos sem solução. "A polícia precisa dar uma resposta á sociedade. Não podemos viver sob essa insegurança, com milicianos criminosos á solta".

Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB 

 

 

 

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