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Os bancários de todo o país devem comparecer às assembleias na próxima quarta-feira, 29 de agosto, para avaliar a proposta de acordo apresentada pela Federação Nacional dos Bancos no último sábado (25/8).

Válida para todos os empregados de bancos públicos e privados, a proposição é de reajuste de 5% (aumento real de 1,18% sobre uma inflação do INPC projetada em 3,82%) para salários e demais verbas, e garantia de manutenção de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A proposta prevê, ainda, acordo com validade de dois anos, já garantida para 2019 a manutenção de todos os direitos, além da reposição total da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para salários e demais verbas.

Para o Comando Nacional dos Bancários, a proposta é a melhor que foi possível conquistar diante da conjuntura. “O início do processo de negociação foi muito complexo. O objetivo da Fenaban era implementar a reforma trabalhista e retirar direitos”, afirmou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, que integra o Comando.

“Nesse processo, a categoria demonstrou disposição para defender os direitos da CCT. Destaque para as assembleias do dia 8 de agosto, que rejeitaram por unanimidade a primeira proposta, e foram fundamentais para a mudança de postura por parte da Fenaban.

Mesmo assim, eles insistiram em retirar direitos. A situação mais crítica foi a tentativa de tirar a PLR das mulheres em licença maternidade e dos bancários licenciados por questão de saúde ou acidente de trabalho. A firmeza e unidade do Comando consegui reverter a situação e garantir uma boa proposta diante do cenário de ataques aos direitos dos trabalhadores no Brasil ”, acrescentou Neto.

O presidente da Feebbase reforça o entendimento do Comando e orienta os sindicatos de sua base e defender a aprovação da proposta nas assembleias de quarta-feira (29).

Confira mais detalhes da proposta:

• Volta a PLR integral para bancárias em licença-maternidade e afastados por doença ou acidente;

• Garante o parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do empregado;

• Mantém todos os direito da CCT ao hipersuficiente (quem ganha mais de R$ 11.291,60);

• Mantém o direito ao adiantamento emergencial para quem tem recurso ao INSS por 120 dias (cláusula 65);

• Realização do terceiro Censo da Diversidade, levantamento fundamental sobre o perfil da categoria para a promoção da igualdade de oportunidades;

• Está mantida a proibição da divulgação de ranking individual, prevista na cláusula 37ª da CCT, conquistada pela categoria como forma de reduzir a pressão por metas;

• Bancário demitido não precisará mais requerer o pagamento da PLR proporcional se tiver conta corrente ativa no banco; os demais terão prazo para solicitar o pagamento;

• Mantém o salário substituto (cláusula 5ª);

• Cláusula do vale-transporte volta a ser a conquista da categoria de 4% de desconto sobre o salário base;

• Os bancários e bancarias terão até 30 dias para apresentar o recibo para reembolso do auxílio-creche; os bancos queriam que esse prazo fosse menor, de 10 dias;

•Volta a cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade (cláusula 10ª);

• Horário de almoço poderá ser flexibilizado de 15 minutos para 30 minutos na jornada de seis horas (exceto para teleatendimento e telemarketing);

• Mantém o vale-cultura (cláusula 69).

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