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Sex, Mar

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A partir da ação final da segunda fase da Operação Glasnost, da Polícia Federal (PF), que investiga crimes de abuso sexual à crianças e pedofilia, levou para a prisão 33 pessoas, entre elas, pais, professores, médicos, estudantes e um porteiro, com idades de 18 a 80 anos, o Portal CTB debate como coibir a pedofilia e o abuso sexual de crianças e jovens.

A operação ocorreu em 14 estados, mas foi o Paraná que teve o maior número de prisões e apreensão de material pornográfico em computadores, celulares e máquinas fotográficas. De acordo com o delegado da PF, Flávio Augusto Palma Setti, esta ação chamou a atenção pela prisão inclusive de pais abusadores das filhas.

O problema da pedofilia trouxe à tona o debate sobre a necessidade de ter educação sexual nas escolas como uma das formas de se coibir essa violência.

“É fundamental o debate sobre as questões de gênero e sexo nas escolas para alertar as crianças e os jovens sobre o que é carinho e o que é abuso”, diz Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

A sindicalista baiana concorda com a nadadora pernambucana Joanna Maranhão que criou a Organização Não Governamental (ONG) Infância Livre, para cuidar de crianças que sofrem abusos em Recife, a partir de sua própria experiência. Em uma entrevista à BBC Brasil, a atleta defende educação sexual nas escolas, inclusive para dificultar a ação de pedófilos.

Para ela, "mais importante do que desmascarar o pedófilo é educar sexualmente as crianças. É preciso ter uma educação sobre isso, sobre qual carinho pode, qual não pode, o que são certas coisas. É preciso falar disso na escola".

Betros reforça a necessidade de um amplo debate sobre a sexualidade para “além de coibir ações de pedófilos, orientar as crianças a identificar os abusos e as famílias a apoiarem suas filhas e filhos”.

É muito importante também, diz, “orientar as educadoras e os educadores sobre como identificar os sinais do abuso que as crianças e jovens dão, porque em muitos casos, as vítimas não entendem o que está acontecendo, mesmo sentindo-se mal com a situação”.

Ela defende a necessidade de efetivação de políticas públicas capazes de impedir a ação de abusadores com o aparelhamento dos conselhos tutelares que “não têm os equipamentos necessários para prestar ao atendimento devido”.

Também há necessidade de “locais apropriados de atendimento para as vítimas, com médicos, psicólogos e tudo o que for preciso para salvar a vida da criança abusada. Porque a gravidade da agressão pode levar a vítima até ao suicídio por não enxergar saídas, principalmente porque boa parte dos agressores são pessoas próximas”, conclui.

A escola exerce papel fundamental para alertar sobre essa violência contra vulneráveis. “Educação, diálogo e informação de qualidade são essenciais para coibir não só a pedofilia, mas toda a ação de exploradores sexuais”.

Porém, alerta Betros, "somente a educação sexual nas escolas não basta, é necessário criar um amplo movimento nacional para proteger as nossas crianças, orientando as famílias a identificar as situações de violência".

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Coletivo da Cidade

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