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Qui, Dez

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Em mais um ato de violência contra a caravana de Lula pelo sul do país, atiradores alvejaram os dois ônibus que transportavam assessores, membros da comitiva do ex-presidente e jornalistas. 

No momento dos disparos, Lula estava dentro da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFSS), em Laranjeiras do Sul. Dois tiros atingiram os ônibus no caminho entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no estado do Paraná. Não houve feridos.

A Polícia Militar foi acionada para realizar perícia sobre a marca de tiro. No mesmo trajeto, pregos foram colocados na estrada para furar os pneus dos ônibus. Um dos veículo teve um pneu afetado por um dos artefatos, conhecido como "miguelitos".

Pela manhã, parte da caravana visitou assentamentos em Quedas do Iguaçu, que recebeu ato com o ex-presidente na parte da tarde. O penúltimo dia de atividades no Paraná tem encerramento agora à noite na universidade. Amanhã, a caravana encerra sua passagem pela região Sul com ato público às 17h, na Boca Maldita, em Curitiba.

Nesta quarta (28), o coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia entregou ao Ministério Público do Paraná uma notícia-crime elaborada a partir de material com denúncias enviadas ao Coletivo.

Trata-se de vídeos com cenas de apedrejamento, fogo e obstrução nas estradas para impedir a passagem da caravana, fotos de postagens com ameaças de morte a Lula, crimes de lesões corporais contra militantes, cerceamento do direito de ir e vir de Lula e de militantes, injúrias e postagens criminosas em grupos de WhatsApp. Será requerida ao MP a identificação dos sujeitos através dos seus números de telefones, ali informados.

O ato de entrega da representação criminal foi às 10h, diretamente ao coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos do Ministério Público do Paraná, Olympio Sotto Mayor Neto.

Leia nota da Frente Brasil Popular:

O Brasil não pode tolerar o atentado contra Lula

A Frente Brasil Popular repudia qualquer tentativa de intimidação e os atentados contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ocorreram no final da tarde do dia 27 de março.

A etapa Sul da Caravana foi a única que teve a omissão dos governos estaduais e também do governo federal na garantia de segurança do ex-presidente e no direito dele de ir e vir.

Calar um ex-presidente da República com agressões e tiros demonstra quão grave é o momento que o Brasil vive.

Essas práticas de calar ou eliminar adversários  políticos já configuraram em outros graves e difíceis episódios da nossa história e o desfecho foram anos de Estado de Exceção. O País não pode voltar a viver os tempos de chumbo.

Por isso, é importante que setores democráticos denunciem, manifestem e lutem contra o crescimento do fascismo.

Aos membros, trabalhadores e trabalhadoras da Caravana, a nossa solidariedade e apoio. Continuaremos nas ruas e nas redes erguendo o nosso punho contra as injustiças e por um Brasil soberano.

Frente Brasil Popular
São Paulo, 28 de março de 2018

Portal CTB com informações da RBA

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