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Sex, Dez

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A coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico Brasileiro, deputada Érika Kokay (PT-DF), afirmou que ao vender a Eletrobras o governo quer privatizar o próprio rio São Francisco.
 
“Quando falamos de hidrelétrica, falamos do controle da vazão dos rios, então o governo pode tentar inventar qualquer tipo de maquiagem sobre uma intenção (criação da agência do São Francisco) que ele não consegue esconder sua submissão ao capital estrangeiro”, afirmou Kokay.
 
Érika Kokay criticou o governo por propor a desestatização da empresa. Segundo ela, o governo não está preocupado com a saúde financeira da Eletrobras nem com a população brasileira, mas em abrir mão de sua soberania energética e entregar para empresas internacionais.
 
“Ativos que são avaliados em R$ 400 bilhões, o governo vender por R$ 12 bilhões? Vamos perder um dos insumos para o desenvolvimento do País e nos tornaremos reféns dos chineses, que ganharão de bandeja a Eletrobras”, disse a parlamentar.
 
O relator da comissão especial que vai analisar a regulamentação da privatização da Eletrobras (Projeto de Lei 9463/18), deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), quer votar a proposta no colegiado na primeira quinzena de abril. Segundo ele, o projeto tem como objetivo reestruturar a empresa e a transformar em uma grande corporação, de forma a melhorar sua gestão.
 
Na última segunda-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, criou a comissão especial que vai discutir o tema e, nesta quarta-feira, recebeu Aleluia e o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, para tratar da proposta. É o principal projeto do governo para gerar caixa e cumprir a meta de resultado primário. O governo prevê arrecadar cerca de R$ 12 bilhões com a venda da Eletrobras.
 
O projeto regulamenta a desestatização do setor de energia no Brasil, a ser feita a partir do aumento do capital social da Eletrobras e de suas subsidiárias. Na prática, mais ações serão disponibilizadas no mercado – e a participação da União deve diminuir.
 
Governadores
 
Em setembro do ano passado, os nove governadores do Nordeste divulgaram carta contrária à privatização da Eletrobras. No documento, eles afirmam que o histórico de privatizações brasileiras sempre promete melhorar a qualidade e baratear as tarifas, “mas costumam levar a resultados insatisfatórios”, dizem na carta.
 
Os governadores reconhecem as dificuldades da conjuntura econômica, “mas uma política que drene recursos da econômica para o Estado via aumento da tarifa energética terá efeitos colaterais que neutralizarão qualquer resultado positivo buscado”, criticaram.
 
De Brasília,  Portal CTB (Com Agência Câmara)
 
 
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