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Seg, Dez

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Uma grande manifestação em defesa das empresas e serviços públicos ocorre na manhã desta terça, 8, no Congresso Nacional, em Brasília. Com seminário, ato e lançamento do livro “Se é público, é para todos”, o evento, a partir das 9h no auditório Nereu Ramos, reuniu parlamentares e representantes dos movimentos sindical e social para denunciar os desmontes que vêm sendo promovidos pelo presidente golpista Michel Temer e seus aliados, atingindo toda a sociedade brasileira e retirando direitos dos trabalhadores nas estatais.

Exemplo recente desse ataque é o anúncio dos Correios do fechamento de agências e demissões. Serão 513 agências próprias e cerca de 5.300 dispensas. A medida foi aprovada em reunião da diretoria em fevereiro e mantida em sigilo pela empresa. Só em São Paulo serão fechadas 167 agências (90 na capital e 77 no interior), e os clientes deverão ser atendidos por franqueadas, numa clara preferência pelo investimento privado.

O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, denunciou a manobra do governo, com privatizações que contemplam interesses privados em detrimento dos direitos públicos.

"A privatização contempla a ânsia por lucros dos empresários das agências franqueadas. A receita de Temer tem sido entregar tudo que hoje gere lucro! Essa ação criminosa destrói postos de trabalho, acaba com direitos consagrados e avança a precarização do trabalho, com perdas salariais e da qualidade de vida de milhares de trabalhadores e trabalhadoras", declarou o dirigente.

A coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, também destaca o desmonte do setor público promovido pelo atual governo. .“É assim que esse governo vem agindo nas empresas públicas, numa espécie de padrão: ao invés de realizar leilões, vai promovendo o desmonte da empresa com a retirada de direitos dos trabalhadores e demissões, precarizando o ambiente e as relações de trabalho e acabando com a qualidade do atendimento à população”, destaca

Ela, que também é representante dos empregados no Conselho Administração da Caixa, cita outras estatais em que a prática tem ocorrido, como nos bancos públicos (que anunciaram planos de demissão voluntária e corte direitos) e demais federais cujos planos de saúde sofrerão alterações para pior a partir de resoluções da CGPAR, a comissão interministerial de governança corporativa e administração de participações societárias da União.

Piauí

É justamente para resistir a esse processo de desmonte e evitar as privatizações que o comitê lançou, há cerca de dois anos, a campanha “Se é público, é para todos”, com atividades em todo o Brasil.

O livro de mesmo nome faz parte dessas ações: vários estados brasileiros já sediaram o lançamento da publicação, que traz ensaios sobre o tema e aborda em específico os casos Caixa e Petrobras. O último lançamento aconteceu no Piauí, com a presença de Rita, uma das autoras, e a agenda prossegue durante este mês de maio.

meme publico

“É fundamental que todas as entidades defensoras dos serviços e bens públicos participem da manifestação desta terça em Brasília, para mostrar nossa capacidade de organização e resistência”, destaca a coordenadora do comitê, lembrando que em breve os eventos terão menor repercussão, porque foco central será a eleição de outubro.

Para saber mais sobre o livro “Se é público, é para todos”, bem como demais atividades do comitê, acesse www.comiteempresaspublicas.com.br ou /www.facebook.com/comiteempresaspublicas/ ou entre em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas

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