Sidebar

25
Ter, Jun

O presidente da Câmara foi um dos alvos prediletos dos manifestantes

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O público que afluiu às ruas em apoio a Jair Bolsonaro e Sergio Moro no último dia 26 não correspondeu às expectativas criadas por seus organizadores, embora não deva ser considerado inexpressivo. Convocados em resposta às grandiosas manifestações do dia 15 de maio em defesa da Educação e contra a reforma da Previdência os atos realizados no domingo em geral ficaram bem aquém do prometido, especialmente em São Paulo e Belo Horizonte, onde o esvaziamento foi notório.

Conforme comentaram parlamentares do Centrão ao Valor nesta segunda-feira (27) Jair Bolsonaro mobiliza mais nas redes sociais que nas ruas. Com efeito, a agitação na internet, financiada por empresários, foi cinco vezes maior do que as verificadas na véspera do 15 de maio, o que deve ser atribuído ao uso massivo de robôs. Mas isto não se refletiu nas ruas da forma anunciada e desejada pela extrema direita, que acabou divida, com o afastamento do MBL e da deputada estadual Janaína Paschoal, eleita em São Paulo com mais de 2 milhões de votos.

Os efeitos políticos das manifestações também são contraditórios e as relações do Palácio do Planalto com o Parlamento e o Judiciário, alvos prediletos da militância pró Bolsonaro, ficaram ainda mais azedas. Os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, foram hostilizados e, como era de se esperar, sobrou também para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente respaldou tais atitudes ao avaliar os atos como “um recado” contra a velha política.

Bandeiras dos EUA foram levantadas ao lado da bandeira brasileira, usada para dar um falso colorido patriótico às manifestações. Jair Bolsonaro disse recentemente em Dallas que os EUA estão acima de tudo e de todos, um sinal de completa submissão à potência imperialista que desperta indignação e revolta nos verdadeiros patriotas. Washington esteve por trás dos golpes de 1964 e 2016 no Brasil, aliada ao que há de pior e mais reacionário no cenário político nacional.

As manifestações foram convocadas num momento crítico para o presidente e seu desastrado governo, com as pesquisas de diferentes institutos indicando um rápido crescimento da desaprovação popular à gestão da extrema direita, que não tem respostas para os graves problemas do país, como a estagnação econômica, o desemprego em massa e a degradação dos serviços públicos.

0
0
0
s2sdefault