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Qui, Dez

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Acabou sem propostas concretas a quarta reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada nesta quarta feira (25), em São Paulo.

Os trabalhadores e trabalhadoras levaram para a mesa de negociação as demandas referentes ao emprego da categoria, mas os patrões só deram respostas evasivas sobre o assunto.

Segundo o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebase), Hermelino Neto, as notícias para a categoria não são boas. "A Fenaban tem tido uma postura muito agressiva, com respostas negativas. Eles parecem querer ganhar tempo neste processo", afirma o dirigente.

Ele diz que esta campanha é a primeira pós-reforma trabalhista e esta dificuldade é reflexo direto disso. "Nós sabemos que a lucratividade dos bancos está em alta, portanto a nossa reivindicação cabe no orçamento dos bancos. Depois da reforma, eles começaram a implementar algumas coisas, como as homologações, que não precisam mais ser feitas nos sindicatos.

"Há uma tentativa de intimidar o movimento sindical"

O presidente da Feebase destaca ainda que o país vive um momento de incerteza e preocupação, e isso se agrava quando se coloca na mesa de negociação a questão do emprego.

Ele relata que a Fenaban não se comprometeu com o emprego, ao contrário, afirmou na reunião que os bancos são os que menos demitem no país, apesar do que atestam as estatísticas.

Um levantamento recente do Dieese/Caged mostra que entre janeiro de 2016 e junho de 2018 houve a perda de 41.304 postos de trabalho. Isto representa, aproximadamente, 140 empregos fechados ao mês em 30 meses. E 66% das demissões foram por iniciativa dos bancos, 38% tiveram outros motivos.

"É neste cenário de demissões que nós estamos enfrentando os banqueiros. Sabemos que existe um risco muito grande desta siutação se aprofundar, se agravar. Há uma tentativa de intimidar o movimento sindical", diz o dirigente.

Sem avanços

A Federação dos banqueiros também não se comprometeu com a manutenção da gratificação/comissão do trabalhador que exercer a função por mais de dez anos. Os bancos dizem que a questão é sensível e que não faz sentido continuar pagando por uma tarefa que o bancário não esta mais exercendo.

O Comando insistiu na importância da manutenção da estabilidade econômica dos funcionários nestas condições, mas os bancos foram evasivos, dizendo que continuariam debatendo o tema.

Nada de avanços também na questão dos correspondentes bancários. O Comando defendeu que os funcionários dos correspondentes sejam considerados bancários, com os mesmos direitos, mas os bancos não consideram esta hipótese.

Sobre a terceirização, os bancos afirmam que o processo é fruto da evolução da atividade econômica, ressaltando que não pretendem substituir bancários por terceirizados, autônomos ou trabalho intermitente, no entanto, não aceitam colocar isso no Acordo Coletivo de Trabalho.

Foram discutidas ainda questões como banco de horas, trabalho em home office, agências digitais, programas de aprendizagem e a representação dos bancários considerados hipersuficientes, mas nada de avanços.

Portal CTB com site da Feebase

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