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Qua, Dez

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Os bancos fecharam 2.675 postos de trabalho no Brasil, nos cinco primeiros meses deste ano, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Desde janeiro de 2016, em apenas quatro meses os saldos foram positivos (janeiro de 2016, julho e novembro de 2017 e janeiro de 2018). 

São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná foram os estados com maiores saldos negativos. Foram, ao todo, 13.958 desligamentos no período. Somente em maio, os bancos fecharam 328 postos de trabalho pelo país.

"O Banco do Brasil, por exemplo, dobrou seu patrimônio nos últimos 5 anos. Não há porque diminuir postos de trabalho. Um dos pilares de nossa campanha salarial este ano é a defesa dos bancos públicos, porque a gente sabe que o governo está preparando estes bancos para serem privatizados", diz a bancária Andrea Barcelos, dirigente da CTB

Os reflexos da reforma trabalhista já ficaram claros. As demissões sem justa causa representaram 53,4% do total de desligamentos no setor bancário entre janeiro e maio de 2018. As saídas a pedido do trabalhador representaram 38,8% dos tipos de desligamento.

Nesse período foram registrados, ainda, 24 casos de demissão por acordo entre empregado e empregador. Essa modalidade de demissão foi criada com a aprovação da Lei 13.467/2017, em vigência desde novembro de 2017. Os empregados que saíram do emprego nessa modalidade apresentaram remuneração média de R$ 8.898,58.

São Paulo registrou 57,9% das admissões e 52,6% do total de desligamentos, apresentando o maior saldo negativo no emprego bancário no período analisado, com 814 postos fechados no ano.

Rio de Janeiro e Paraná foram os estados que mais fecharam postos, depois de São Paulo. Foram fechados, respectivamente, 605 e 366 postos. O Pará apresentou o maior saldo positivo (107 postos).

Bancos públicos 

"O único objetivo daqueles que apoiaram a reforma trabalhista foi se beneficiar com altos lucros e mão de obra qualificada e barata. É um grande retrocesso para classe trabalhadora do nosso país", lamentou a dirigente sindical Andrea Barcelos, da Centra dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-São Paulo (CTB-SP).  

Ela destaca que, no setor público, os bancos vêm crescendo 20% ao ano e não há nada que justifique redução de mão de obra e precarização no atendimento ao público. No Banco do Brasil, quase 2 mil postos de trabalho foram eliminados e 270 agências foram fechadas nos últimos 12 meses, reforçando processo de encolhimento da instituição.

"O Banco do Brasil, por exemplo, dobrou seu patrimônio nos últimos 5 anos. Não há porque diminuir postos de trabalho. Um dos pilares de nossa campanha salarial este ano é a defesa dos bancos públicos, porque a gente sabe que o governo está preparando estes bancos para serem privatizados", alerta Barcelos. 

Portal CTB - com informações do Monitor Mercantil -  foto: Seeb-SP

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