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Sex, Dez

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Depois de anunciar o nome do futuro presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, um neoliberal radical, o presidente eleito Jair Bolsonaro manifestou nesta segunda (19), durante entrevista à imprensa, a intenção de privatizar “parte da Petrobras”. Ele acrescentou que está “dando carta-branca ao Paulo Guedes”, seu guru e superministro da Economia, que em artigo no jornal Folha de São Paulo (02/06/2018) defendeu “privatizar não só a Petrobras, mas outras estatais”.

Diretor do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento da Fundação Getúlio Vargas, o economista Castello Branco é do time de Guedes, por quem foi indicado. Como este, ele é partidário da privatização da Petrobras, conforme revelou em artigo igualmente publicado na Folha.

Durante a campanha, o líder da extrema direita mascarou seus reais propósitos com receio da reação de seus eleitores e supostamente por recomendação ou pressão de alguns chefes militares. A mesma atitude covarde e oportunista que adotou em relação à reforma da Previdência.

Depois de eleito, o capitão reformado resolveu abrir o jogo e deixar claro que está a serviço de interesses alheios aos da pátria e do povo brasileiro, interesses que estão sediados principalmente em Washington, residência do ídolo maior de Jair Bolsonaro, o presidente Donald Trump, que tem muito em comum com o presidente eleito, mas com a notável diferença de que é um nacionalista de direita e quer preservar a qualquer preço a hegemonia do seu decadente império.

Aqui, pelo contrário, a partir de janeiro teremos um entreguista no Palácio do Planalto, bem mais radical e descarado que o usurpador Michel Temer, um político com complexo de vira-lata que não tem o menor apreço pela soberania nacional. A entrega da Petrobras ao capital estrangeiro será um crime de lesa pátria, mas não ocorrerá sem a resistência e luta da classe trabalhadora e das forças patrióticas.

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