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O mercado de trabalho brasileiro registrou a criação de 32.140 vagas formais em maio, o pior resultado para o mês desde 2016 (quando foram perdidas 72.615 vagas). O saldo líquido é resultado de 1.347.304 admissões e de 1.315.164 desligamentos. No ano, foram criados 351.063 postos de trabalho com carteira assinada e, em 12 meses 474.299. É o espelho de uma economia frágil, estagnada e condenada à meiocridade pela política econômica neoliberal imposta desde o golpe de 2016 e agora radicalizada pelo governo da extrema direita.

Os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Ministério da Economia, refletem a deterioração da economia brasileira, que continua andando de lado. Nesta conjuntura adversa, os salários estão em franco declínio, para infortúnio dos trabalhadores e deleite do patronato.

Os dados do Caged mostraram que o salário médio real de admissão no país foi de R$ 1.586,17 em maio, que representa uma queda real de 0,64% ante mesmo mês de 2018. A maior redução foi verificada nos setores da indústria da transformação e construção civil, ambos com recuo de 2,5% em maio ante mesmo mês do ano passado.

Dos oito setores acompanhados, três fecharam vagas - comércio (-11.305), indústria da transformação (-6.136) e serviços industriais de utilidade pública (-415). É mais um sinal da desindustrialização da economia nacional

Foram criados 627 empregos no setor de extrativa mineral, 8.459 na construção civil, 2.533 em serviços, 1.004 na administração pública. A salvação da lavoura foi a agropecuária, que criou 37.373 vagas.

Umberto Martins

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