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Seg, Dez

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Sete partidos de oposição ao governo de Michel Temer lançaram na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (18), uma Frente Ampla em Defesa da Democracia. Na ocasião também foi lido um manifesto pela democracia, soberania nacional e direitos do povo brasileiro.

Com a frente, PDT, PT, PSB, PCdoB, Psol, PCB e PCO organizam um movimento de resistência aos sucessivos ataques à democracia brasileira, entre eles o impeachment sem crime de responsabilidade da ex-presidenta Dilma Rousseff, a execução de Marielle Franco, e a prisão política do ex-presidente Lula. 

A preocupação dos parlamentares se estende também às políticas que restringem direitos e afetam o patrimônio público, entre elas a reforma trabalhista já aprovada e a venda do sistema Eletrobras que ainda tramita no Congresso.

Lula

Para a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, do Paraná, a prisão de Lula está diretamente ligada ao que chamou de ataque à democracia brasileira. “Lula simboliza a resistência e a luta de um povo que nunca teve seus direitos olhados pela elite que hoje governa o Brasil”, disse. Ela acredita que Lula é inocente e foi condenado sem provas no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Também para a presidente nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos, de Pernambuco, o Brasil vive uma situação tenebrosa de desmonte da democracia e da retirada de direitos.

“Não se pode neste país ter os ataques que estamos vendo ao estado democrático de direito e ao respeito devido ao processo legal e à presunção de inocência. Não se pode neste país, além de rasgar a soberania popular e do voto e do impeachment fraudulento, agora ter um conluio contra as possibilidades de a esquerda exercitar seu papel”, lamentou a deputada.

A frente ampla pretende reunir partidos políticos, movimentos sociais, professores, artistas e líderes religiosos, entre outros, para articular uma resistência e buscar o diálogo contra o avanço do ódio, da intolerância e da violência.

Portal CTB com Agência Câmara 
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