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As centrais sindicais intensificaram nos últimos dias os preparativos para a realização da Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora em defesa da aposentadoria e da Previdência Pública, convocada para o próximo dia 20, quarta-feira, na Praça da Sé, em São Paulo. Na opinião do presidente da CTB, Adilson Araújo, “este será o primeiro passo na jornada nacional de luta contra a reforma da Previdência da dupla Bolsonaro/Guedes, que consegue ser ainda pior do que a proposta pelo governo golpista de Michel Temer”.

“As centrais transmitem à sociedade e à classe trabalhadora brasileira uma mensagem de unidade e luta em defesa dos direitos do povo”, salientou Araújo. “Afinal, a Previdência Pública é o maior e mais eficaz programa de distribuição de renda do Brasil. Não podemos destruí-lo para satisfazer os banqueiros, privatizando e entregando o sistema previdenciário ao capital financeiro”, acrescentou.

Greve geral

A assembleia tem também o objetivo de definir um plano de lutas unitário do movimento sindical, centrado na defesa do direito à aposentadoria. O presidente da CTB afirmou que as lideranças sindicais também cogitam a realização de uma greve geral no país “para derrotar a proposta do governo. Vamos esquentar os motores e preparar uma grande mobilização nacional”.

A Proposta de Emenda Constitucional que deve ser encaminhada ao Congresso Nacional quarta-feira (20), prevê a obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres e uma regra de transição de apenas 12 anos.

Isto prejudica um conjunto muito amplo de trabalhadores e trabalhadoras, principalmente os que começam a trabalhar mais cedo, agricultores familiares e assalariados rurais e os mais pobres, que em geral têm uma perspectiva de vida menor do que a média brasileria.

Outra proposta apresentada pelo ministro Paulo Guedes, da Econoia, é a introdução do regime de capitalização da Previdência, adotada no Chile e em outros países, onde condena os idosos à miséria, com benefícios menores do que o salário mínimo local. Isso no caso dos que conseguiram pagar a vida inteira, o que não é a situação da maioria que enfrentou a precariedade do mercado de trabalho.

Capitalização, a rigor, significa a privatização do sistema previdenciário, que interessa exclusivamente ao sistema financeiro e visa aumentar ainda mais os lucros dos bancos. Patrões e empresários não vão mais contribuir, o trabalhador terá de arcar com todos os custos previdenciários. A reforma contempla integralmente os interesses do capital e é extremamente prejudicial para o povo brasileiro.

Outras manifestações (atos, assembleias, panfletagens e diálogo com a base) foram convocadas pelas centrais em outros estados como Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Piauí, e Santa Catarina. Confira abaixo:

Amapá: Ato em frente ao prédio do INSS de Macapá

Bahia: Plenária em frente à Previdência Social na Rua da Polônia, 395 – Comércio em Salvador, ás 10h.

Ceará: 6h - panfletagem nos terminais de ônibus em Fortaleza

11h – panfletagem na Fábrica Guararapes

13h30 – panfletagem na OI/Contax.

15h - panfletagem nas ruas do centro e Tribuna Livre na praça do Ferreira

Distrito Federal: 16h - Panfletagem na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília

Maranhão: Ato unificado - horário e local a definir

Piauí: Assembleia da Classe Trabalhadora do estado, ás 8h30, diante do Prédio do INSS - Praça Rio Branco - centro de Teresina

Rio de Janeiro: Ato no Boulevard Carioca, esquina com a Av. Rio Branco, às 15 horas

Rio Grande do Norte: Plenária Unificada - horário e local a definir

Santa Catarina: Ato no largo da Catedral, centro de Florianópolis, às 15 horas

Sergipe: Assembleia Estadual em Aracaju - horário e local a definir

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