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Ter, Dez

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“É preocupante o descrédito da política, o avanço da corrupção e a dilapidação do patrimônio nacional. Assiste-se a entrega das riquezas naturais à exploração desenfreada de empresas multinacionais, que olham para nossos bens naturais apenas com o olhar da ganância e da avareza”, afirmou dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em dezembro de 2017.

A preocupação do órgão máximo da igreja católica foi enfatizada na reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre os dias 18 e 21. De acordo com texto da entidade, dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário-geral da CNBB, "criticou a privatização sobre os bens ligados à Eletrobras e à Petrobras: água, petróleo, gás e energia elétrica".

“É bom saber que os clérigos estão preocupados com a entrega das riquezas nacionais promovida pelo desgoverno de Michel Temer”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB.

“O patrimônio natural do Brasil é dos brasileiros”, diz dom Spengler. “Sejamos defensores dos ideais da cidadania, da esperança e da soberania da população sobre o uso adequado do patrimônio do país, para que esteja à serviço do bem comum”.

Vânia concorda com o prelado. “Privatizar as nossas estatais do setor energético e da água certamente trarão prejuízos irreparáveis ao meio ambiente, à agricultura familiar e a toda a população mais pobre”, assinala.

Ela explica que as privatizações trazem prejuízo porque as empresas visam somente lucro, “sem preocupação social”. Para ela, "a política de sucateamento e proposta de privatização das nossas estatatais vêm acarretando aumentos terríveis nas contas de energia elétrica, nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha", além disso, diz a sindicalista, "o governo tem a pretensão de vender nossos aquíferos para multinacionais que tratam a água como simples mercadoria”.

Já a CNBB, no Dia do Trabalhador (1º de maio) deste ano, divulgou texto afirmando que “nos projetos políticos e reformas, o bem comum, especialmente dos mais pobres, e a soberania nacional devem estar acima dos interesses particulares, políticos ou econômicos”.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB, com informações da CNBB

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