Sidebar

10
Seg, Dez

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Protesto em São Paulo (Foto: Nilton Cardin)

Começa a faltar combustíveis em postos e aeroportos, produtos podem não chegar aos supermercados, vários serviços estão afetados porque a paralisação dos caminhoneiros entra no terceiro dia nesta quinta-feira (24) e o governo golpista de Michel Temer se recusa a negociar.

Os caminhoneiros iniciaram greve na segunda-feira (21) em todo o país contra os sucessivos aumentos nos combustíveis, concedidos pelo governo golpista. Mas a greve é também “pelo preço dos alimentos, do custo de vida para os trabalhadores, que nos últimos tempos só perdem direitos”, afirma Tacimer Kulmann da Silva, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Caxias do Sul e Região, no Rio Grande do Sul.

As manifestações começaram com bloqueios de diversas estradas em ao menos 17 estados e agora já atingem 24 unidades da federação, apesar da proibição da justiça. O movimento vem se estendendo porque “ninguém aguenta mais esse governo que desmonta a economia para privilegiar banqueiros”, diz José Tavares, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do Ceará, que apoia o movimento, apesar de ainda não aderir à greve.

Após o crescimento das paralisações e dos bloqueios de estradas, a direção da Petrobras anunciou redução no preço dos combustíveis. Pelo anúncio, o preço do diesel deve cair 1,54% nas refinarias. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de cerca de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no mesmo período, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Já ocorre desabastecimento em várias cidades e tem-se o risco de cancelamento de voos por falta de combustíveis. Em várias capitais, os Correios suspenderam os serviços com hora marcada via Sedex e já podem faltar produtos nos supermercados.

caminhoneiros greve caxias do sul

Manifestação em Caxias do Sul (RS) (Foto: CTB-RS)

A CTB apoia o movimento dos caminhoneiros porque o governo golpista faz uma política de aumento dos combustíveis para agradar as multinacionais que entraram no mercado petrolífero brasileiro e para privatizar a Petrobras. Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS afirma que a central "apoia a luta dos trabalhadores e por todo o país engrossa as fileiras da greve".

Desde julho de 2017, a Petrobras adota política de preços que se alteram quase que diariamente. Tavares ataca a política de desaquecimento da economia, que produz desemprego e miséria. “Como um governo pensa em tirar o país da crise sem investir na produção para a criação de empregos?”, questiona.

Ela argumenta ainda que na época do governo de Dilma Rousseff, a gasolina custava R$ 2,90 com o barril do petróleo ao preço de US$ 100 e agora está a R$ 4,90 com o barril cotado a US$ 57 no mercado internacional. 

Os protestos se intensificam. Os representantes dos caminhoneiros afirmam que o movimento tem amplo apoio da sociedade e os motoristas mostram-se dispostos a continuar firmes porque não basta apenas reduzir os preços dos combustíveis.

Para Tavares, “além do absurdo dos preços dos combustíveis e pedágios, os caminhoneiros lutam pela aprovação de um marco regulatório do transporte, regulamentando nosso trabalho com jornada compatível, condições de trabalho e salários suficientes. Com essa greve podemos debater todas essas questões fundamentais para melhorar a vida de quem trabalha nas estradas”.

Juliana Figueiró Ramiro - CTB-RS e Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

0
0
0
s2sdefault