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Sex, Dez

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Contra a agenda regressiva em curso no Brasil e em defesa das águas e lençóis freáticos, mulheres sem terra ocuparam na manhã desta terça-feira (20) a sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), em Paulo Afonso, localizada no nordeste da Bahia, e a sede da Nestlé em São Lourenço, Sul de Minas Gerais.

As duas ações compõem a Jornada de Lutas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e denunciam a entrega das águas às corporações internacionais, conduzida a passos largos pelo governo golpista de Michel Temer, e alertam para as negociatas que ocorrem neste momento no Fórum Internacional das Águas, em Brasília.

Minas Gerais 

Em janeiro de 2018, Michel Temer e o presidente da Nestlé, Paul Bulcke, se reuniram (em Davos, na Suíça) para discutir a exploração do Aquífero Guarani, que abrange quatro países e, por enquanto, somente o Uruguai poderia colocar empecilhos à privatização, depois das vitórias dos conservadores na Argentina e dos golpes parlamentares no Paraguai e no Brasil.

A suíça Nestlé, que controla 10,5% do mercado mundial de água, está instalada em São Lourenço de desde 1994, quando comprou as fontes e o Parque das Águas da cidade. Desde 1997 a população local denuncia a exploração das águas minerais que, antes de serem privatizadas, eram amplamente utilizadas para tratamentos medicinais. Além da redução da vazão, mudou também o sabor da água, o que indica que a exploração está levando à perda dos seus sais minerais naturais.

Bahia 

A ocupação em Paulo Afonso mobiliza trabalhadoras assentadas e acampadas dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, com o objetivo de barrar as medidas antipopulares do governo Temer e as privatizações de empresas estatais como a Chesf.

A estatal atua com capital aberto e trabalha na geração e transmissão de energia em alta e extra-alta tensão, a partir da bacia hidrográfica do rio São Francisco. As sem terra enfatizam que a Chesf é do povo e, portanto, os frutos de sua produção devem estar a serviço da classe trabalhadora e não de empresas privadas.

Portal CTB - com informações das agências

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