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Ter, Dez

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Mais um efeito devastador da política de preços adotada pela Petrobras com a instalação do governo golpista de Michel Temer, em 2016. Além de quase 1,5 milhão de famílias estarem utilizando lenha para cozinhar, muitas pessoas usam o álcool e se expõem a riscos de acidentes graves.

Somente no segundo semestre de 2017 o gás de cozinha sofreu seis reajustes e teve um aumento, em média, de 68%. “Isso representa grande peso no orçamento doméstico numa situação de crise como a nossa e com desemprego ultrapassando os 13 milhões de pessoas, a situação é ainda pior”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB.

De acordo com o médico Marcos Barreto, chefe da Unidade de Queimados do Hospital da Restauração, 62% dos acidentes com queimaduras que chegam ao hospital são causados pela utilização de álcool, etanol ou gás de cozinha de vendedores sem autorização.

Ele conta ao jornal O Globo que “está havendo uma inversão de número de pacientes que estão chegando aqui com queimaduras por causa desses materiais”. Explica ainda que esse tipo de queimadura costuma ser profunda e “muitas vezes com lesões inalatórias. Então, não pode perder tempo”, tem que buscar socorro rápido.

Em Fortaleza acontece a mesma coisa. O médico João Neto, chefe do Centro de Queimados do Instituto Doutor José Frota, afirma que houve crescimento vertiginoso das queimaduras desse tipo no atendimento do centro de referência cearense.

“Antes, os choques elétricos e os acidentes com líquidos quentes eram maioria no atendimento. Mas temos percebido que problemas com gás e as alternativas de fazer alimentos em casa têm causado muitos problemas”, diz ele ao jornal O Povo.

De acordo com o jornal cearense, 23,4% dos lares cearenses usam como combustível lenha ou carvão, impulsionados pelo alto preço do gás.  

Já Vânia afirma que o desastre da política econômica do desgoverno Temer tende a trazer mais prejuízos para a população mais pobre. “Os retrocessos no Brasil estão acontecendo numa velocidade espantosa e com isso a pobreza cresce assustadoramente e as pessoas tentam se virar como podem para sobreviver”.

Com isso, diz ela, “os riscos crescem e são as mulheres mais uma vez as que mais sofrem porque na maioria absoluta dos casos quem cozinha são as mulheres. O médico confirma isso ao relatar os casos de acidente”.

De acordo com Barreto o preço do gás na Zona da Mata, em Pernambuco, chega a R$ 150. “Ninguém consegue mais comprar botijão de gás. Buscam alternativas e correm risco de vida", diz. “Ou elegemos um governo e parlamentares comprometidos com o país e com o povo ou a situação pode ficar ainda mais aviltante. A hora é agora”, conclui Vânia.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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