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Seg, Dez

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Casa, comida e transporte: está tudo mais caro. As altas vêm ocorrendo todos os meses, mas o mês de julho registrou um salto de preço ainda maior. Ou seja, o país caminha a passos rápidos para um lugar de destaque no mapa da fome mundial.

Segundo levantamento do IBGE, divulgado nesta sexta (20), artigos básicos de alimentação e transporte estão mais caros e foram responsáveis pelo aumento da inflação este mês. A população mais pobre é a maior vítima, já que ônibus, gás, carne, arroz e leite estão entre os vilões do momento.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve em julho a maior variação para o mês desde 2004 e ficou em 0,64%.Com o resultado, a taxa no ano está acumulada em 3%. Em 12 meses, subiu para 4,53%, passando de 5% na região metropolitana de São Paulo.

Itens básicos, como alguns alimentos, gás de cozinha e energia elétrica, tiveram alta neste mês.

Três grupos - alimentação e bebidas (0,61%), transportes (0,79%) e habitação (1,99%) - foram responsáveis por 95% do índice geral. No primeiro, o de maior peso na composição da taxa, a alta foi menor que a de junho (de 1,57% para 0,61%), com queda em produtos como batata-inglesa (-24,80%), tomate (-23,57%), cebola (-21,37%), hortaliças (-7,63%) e frutas (-5,24%).
 
Ônibus e moradia
 
Mas itens importantes no dia a dia continuaram registrando alta. Casos do leite longa vida (18,30%), frango inteiro (6,69%), frango em pedaços (4,11%), arroz (3,15%), pão francês (2,58%) e carne (1,10%). Comer fora de casa também subiu mais do que em junho, variando 0,38%.
 
Em Transportes, o IBGE apurou alta em itens como ônibus interestadual (4,60%), ônibus urbano (1,42%) e ônibus intermunicipal (1,07%). Outra alta foi do pedágio (0,46%), com reajustes em São Paulo e no Rio de Janeiro.
 
Habitação teve a maior variação entre os grupos e o maior impacto no mês, com 0,31 ponto percentual, quase metade do índice total. Destaque para a energia elétrica (6,77%), responsável por 0,25 ponto. O gás de botijão subiu 1,36% e o gás encanado, 1,24%.
 
Mais uma alta foi apurada para o item taxa de água e esgoto (1,27%).Entre as regiões pesquisadas, o IPCA-15, "prévia" da inflação oficial, variou de 0,07% (Belém) a 1,01% (Curitiba). No acumulado em 12 meses, as taxas vão de 2,37% (Belém) a 5,12% (São Paulo).
 
Portal CTB com Monitor Mercantil
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