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A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), desde a sua criação, luta incansavelmente para a construção de um sindicalismo classista. Um sindicalismo que tenha por centro a luta em defesa do conjunto dos interesses da classe trabalhadora.

Partindo desta premissa, nos causa surpresa a reportagem publicada nesta segunda-feira (8), no jornal O Globo, na qual se denuncia suposta fraude em repasses dos recursos da contribuição sindical.

O texto da reportagem indica que, após auditoria, a Controladoria Geral da União (CGU), “identificou prejuízos ao Fundo de Amparo ao trabalhador (FAT), para onde vai parte dos recursos da contribuição sindical, causado por um esquema de desvio de dinheiro com a participação de três funcionários da pasta [Ministério do Trabalho e Emprego], de pessoal das superintendências e duas federações de trabalhadores.”

Para a CTB é urgente a investigação deste ou de quaisquer outros desvios de conduta por quem gerencia esses recursos que, por direito, são da classe trabalhadora.

Ao mesmo tempo, nossa central acha irresponsável a forma como a mídia trata a questão. Já que se trata de uma negociação realizada no âmbito de instituições reconhecidas (Governo, Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Centrais Sindicais, Advocacia Geral da União (AGU) e Caixa Econômica Federal), cuja a pauta foi conduzida com toda a responsabilidade que cobra o tema.

Sobretudo considerando o fato do reconhecimento por parte do governo, e do MPT, através do Procurador Geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, concretizado na assinatura de um TERMO DE MEDIAÇÃO, que ratificou a necessidade da publicação de uma Portaria para instalação do Grupo de Trabalho para tratar da questão.

Não compactuamos e nem usamos de expedientes espúrios para construir nossa luta. Apoiamos a ampla investigação e a devida restituição dos recursos desviados do resíduo das contribuições. E vale salientar que os recursos compreendem valores devidos às entidades sindicais e PATRONAIS.

Reafirmamos que a CTB não participa de balcões de negócios e tampouco negocia os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. Nosso compromisso é lutar contra os ataques do governo que ameaça conquistas e acaba com qualquer horizonte de futuro digno para nosso povo.

Não há contradição em cobrar o que é devido e construir a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora. À luta, sempre!

Adilson Araújo
Presidente Nacional da CTB

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