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Ter, Dez

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A cada dia, a imagem do Brasil do pleno emprego fica mais distante de nossas memórias. Após o golpe de maio de 2016, essa lembrança dá lugar a um horizonte de terra arrasada.

Nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) trimestral, divulgada na sexta-feira 23 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra os resultados do golpe e revela que 26,3 milhões de brasileiros não têm emprego ou estão condenados a subempregos.

Informalidade e desemprego recorde marcam projeto de 'retomada' de Temer

Esse é o contingente que a economia brasileira desperdiçou de mão de obra, um índice de 23,6% de trabalhadores subutilizados ao fim de 2017.

A pesquisa também refletiu sobre o quesito 'informalidade'. E alertou que o recuou do desemprego em de 2017 escamoteia o avanço  da informalidade.

No fim de 2017, 75% dos empregados do setor privado, com exceção dos trabalhadores domésticos, tinham carteira de trabalho assinada, 1,4 ponto percentual a menos que um ano antes. O Nordeste (59%) e o Norte (61%) apresentaram as menores estimativas desse indicador, enquanto a Região Sul, mesmo com queda contínua desde 2016, se manteve com o maior patamar (82,8%).

Mesmo com reforma, crise catapulta desemprego e precarização

Pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), publicados e dezembro de 2017, já apontava a ineficiência da aprovação da Reforma Trabalhista em superar o desemprego. 

Os dados do Caged indicaram não só a alta do desemprego, mas o avanço da modalidade "trabalho intermitente" (no qual o empregado não tem horário fixo e recebe apenas pelas horas trabalhadas). Foram criadas 3.067 somente em dezembro.

Na modalidade de trabalho parcial, foram criados 231 postos.  Os números da categoria do teletrabalho, em que o empregado não precisa trabalhar na empresa, não foram divulgados.

Brasil mais pobre 

O cenário ainda fica pior quando associamos os dados alarmantes do emprego aos, ainda piores, indicadores sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada em dezembro de 2017, revela um expressivo aumento do número de pobres e miseráveis.

O Brasil encerrou 2016 com 24,8 milhões de cidadãos, 12,1% da população, vivendo com menos de um quarto de salário mínimo, o equivalente a 220 reais. O resultado representa um crescimento superior a 50% em apenas dois anos. 

De acordo com a linha de extrema pobreza estabelecida pelo Banco Mundial, mais usada para comparações internacionais, 13,4 milhões de brasileiros, 6,5% do total, vivia com menos de 1,90 dólar por dia (cerca de 133 reais mensais) no fim de 2016. E um quarto da população possuía renda inferior a 5,50 dólares por dia (387 reais por mês), faixa de renda usada pela instituição para definir um nível menos agudo de indigência.

Portal CTB - Com informações das agências

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