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A elevada concentração de renda e a baixa participação das mulheres na economia e na politica são os fatores que mais agravam a desigualdade no Brasil. A conclusão tem como base o estudo Indicadores e Índices de Desenvolvimento Humano: Atualização Estatística 2018, lançado mundialmente nesta sexta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O índice mostra que as brasileiras estão melhores na maioria dos indicadores no que diz respeito à saúde e ao estudo - nesse item elas continuam registrando, em média, mais tempo de escolaridade que os homens, porém, estão pior situadas quando o assunto é renda: o ganho nacional bruto per capita das mulheres é 42,7% inferior ao dos homens.

Desigualdade de homens e mulheres no Brasil segundo dados do IDH 
 
  Mulher Homem
Expectativa de vida 79,3 72,1
Média de anos de estudo 8,0 7,7
Anos esperados de estudo 15,9 14,9
Renda nacional bruta per capita US$ 10.073 US$ 17.566
 
 

Porém, o Índice de Desigualdade de Gênero, calculado em 160 países e focado na situação da mulher no país, mostra o Brasil na 94ª posição. Aqui, o Pnud destaca que as brasileiras ocupam 11,3% das cadeiras do Congresso Nacional. O resultado é o pior da América do Sul. Além disto, este indicador é ainda pior que o do país com o menor IDH do mundo, o Níger (17%).

Índices mostram que desigualdade de renda avança

No IDH ajustado à desigualdade econômica – um método que relativiza o desenvolvimento humano em função da diferença entre os mais e menos abastados de um país – o Brasil é o 3º país da América do Sul que mais perde no IDH, ficando atrás do Paraguai (25,5%) e da Bolívia (25,8%).

Em relação ao Coeficiente de Gini (2010-2017) – instrumento que mede o grau de concentração de renda em determinado grupo e aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos – o Brasil possui o 9º pior valor do mundo (51,3), dentre os 160 países avaliados.

Portal CTB com Pnud - foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

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