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“A saída da Petrobras do segmento de fertilizantes, além de comprometer a soberania alimentar, coloca o país na direção contrária de outras grandes nações agrícolas, cujos mercados de fertilizantes estão em expansão”, afirma nota da Federação Única dos Petroleiros (FUP), em resposta à decisão da Petrobras que iniciou nessa quinta (10) o processo de arrendamento das fábricas de fertilizantes do Sergipe (Farfen-SE) e da Bahia (Farfen-BA).

Porta aberta para a privatização

Com a decisão, a estatal deixará de ter o controle de uma produção de 3.100 toneladas por dia de fertilizantes, que passará para as mãos de empresas privadas. Também serão arrendados os terminais marítimos no Porto de Aratu (BA), com capacidade de armazenagem e carregamento de 50 mil toneladas dos produtos.

Os números representam 30% de toda a produção brasileira. O país é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo e, hoje, importa mais de 75% do que utiliza. Para a F, as concessões deixarão o país refém das variações de preços do mercado internacional, o que impacta negativamente na estratégia de produção e na soberania nacional.

Resistência na Câmara

Em abril de 2018, Comissão Geral da Câmara dos Deputados identificou e alertou sobre os impactos da política de desinvestimentos da Petrobrás, liderada pela gestão Michel Temer, e suas consequências para a economia da Bahia e de Sergipe. Os deputados Daniel Almeida (PCdoB) e Caetano (PT), ambos da Bahia estiveram na luta de frente contra essa ação.

Na Comissão, representantes do Sindipetro-Ba denunciou o fechamento das fábricas de fertilizantes nitrogenados da Fafen-Bahia, localizada em Camaçari, e da Fafen-Sergipe, na cidade de Laranjeiras. A iniciativa faz parte do projeto de privatização liderado ainda na gestão Pedro Parente.

Demissões em massa

A Petrobras anunciou em março de 2018 a desativação da Fafen até o final do primeiro semestre. O fechamento representará 550 postos de trabalho a menos para as duas cidades.

“A notícia da desativação das atividades das unidades da Fafen é preocupante, especialmente em razão das consequências para a nossa economia, mas, sobretudo no já combalido mercado de trabalho, uma vez que há possibilidade de mais de mil trabalhadores diretos perderem os seus postos de trabalho”, externou Almeida durante o debate.

Portal CTB - Com informações das agências

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