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No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, comemorado neste domingo (21), faz dez anos em 2018 e foi comemorado em atos e homenagens pelo país. 

A data foi escolhida em homenagem a ialorixá, Mãe Gilda, que vivia na Bahia. Acusada de charlatanismo, ela sofreu ataques e, sob forte estresse, morreu de infarto em 2000. Apenas em dezembro de 2007, o então presidente Lula instituiu a data para o combate à intolerância no país.

Na Bahia, representantes de religiões de matriz africana e de organizações do movimento negro participaram de reunião no terreiro Tumba Junsara, no bairro do Engenho Velho de Brotas, em uma programação que incluiu debates e intervenções culturais.

Uma roda de diálogo com o tema “Unindo forças no enfrentamento às novas formas de intolerância”, teve a participação de representantes de outros seguimentos religiosos. Em Pernambuco, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi celebrado com um encontro ecumênico ministrado por representantes de diversas religiões, no Ilê Axe Ogun Onirê.

No Rio de Janeiro, o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) homenageou um dos nomes mais famosos no combate à intolerância religiosa no Brasil.

O poeta, dramaturgo, político, professor universitário e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras Abdias Nascimento, também fundador do Teatro Experimental do Negro, do Museu de Arte Negra, foi um dos ícones do combate ao racismo no país.

A programação envolveu exibição gratuita de filmes sobre a vida e obra de Abdias Nascimento, no Memorial Municipal Getúlio Vargas. Viúva de Abdias Nascimento, Elisa Larkin Nascimento informou que, como parte dessa luta, o homenageado combatia também a discriminação contra as religiões de matriz africana.

“Em seu trabalho, ele sempre procurou valorizar as matrizes culturais africanas, coisa que até hoje o Brasil tende a desprezar, menosprezar ou subvalorizar e designar apenas as áreas de atuação estereotipadas”.

Para Elisa, o Brasil ainda está muito atrasado no que se refere ao combate à intolerância religiosa. Nos últimos dois anos, salientou que a sociedade tem assistido a uma onda de violência contra comunidades religiosas de matriz africana, com ataques, invasões, depredações, violência “e, inclusive, até apedrejamento de meninas que vão às escolas”.

A discriminação contra crianças dessas religiões africanas nas escolas é uma coisa acintosa, apontou. “Na verdade, até hoje, essas religiões são vistas pela maioria das pessoas de forma preconceituosa e pejorativa”, afirmou Elisa.

No ano passado, a cidade do Rio de Janeiro registrou pelo menos um caso de intolerância religiosa por semana, segundo informação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI), cujas equipes atenderam ao todo 67 vítimas, em 2017.

Portal CTB com Agência Brasil 

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