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Qua, Dez

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Embora pareça consenso entre os observadores que o país começou a sair da fase crítica em que ingressou no curso da maior recessão de sua história, verificada no biênio 2015-2016, as estatísticas sugerem que a economia nacional ainda não deixou a UTI. As vendas do comércio caíram 1,3% em setembro em relação a agosto, registrando o pior resultado do mês desde o ano 2000.

O fato é mais um sinal de que o projeto de restauração neoliberal iniciado pelo governo do usurpador Michel Temer está conduzindo o Brasil ao caminho do inferno social e político. A inanição do comércio reflete as fraquezas de um mercado interno abatido pelo desemprego em massa e a redução dos rendimentos da classe trabalhadora, saldos do golpe de 2016 e das medidas impostas desde então, com destaque para o congelamento dos gastos públicos, que sacrificou os investimentos estatais, e a reforma trabalhista, que precarizou os contratos, ampliou a terceirização, reduziu direitos e a massa salarial.

Foi a gerente de pesquisa do IBGE, Isabella Nunes, quem destacou que a deterioração do mercado de trabalho tem relação direta com o comportamento depressivo do comércio. Embora o nível de emprego esteja aumentando timidamente, isto se dá por meio da ocupação informal, já que não têm sido gerados postos de trabalho com carteira assinada.

"Enquanto a gente não reverter essa situação fica muito difícil ter um volume maior de vendas no varejo. Obviamente, o trabalhador com renda informal não tem tanto poder de consumo como aquele que tem assegurado benefícios", disse a pesquisadora.

Bolsonaro tende a seguir a mesma trilha neoliberal de Temer e ainda ameaça os contestadores com a prisão ou o exílio, mas vai se defrontar com a resistência da classe trabalhadora e do movimento sindical.

Umberto Martins 

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