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Sex, Dez

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A CTB e a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (FINDECT) participaram de audiência pública conjunta para discutir a demissão de funcionários e o fechamento de agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), nesta terça-feira (26), realizada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e de Legislação Participativa da Câmara do Deputados.

Os pedidos para o debate foram dos deputados Leonardo Monteiro (PT-MG) e Glauber Braga (Psol-RJ). Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Correios, Leonardo Monteiro cita notícia publicada pela imprensa sobre a existência de relatório da empresa prevendo o fechamento de 513 agências e a demissão de mais de 5 mil servidores. Ele quer explicações sobre a veracidade da notícia e do referido relatório.

“Sabe-se que os Correios são o serviço público federal mais próximo dos cidadãos, podendo exercer relevante influência no crescimento e desenvolvimento do País, ao tempo em que proporciona à população brasileira acesso a serviços postais e financeiros. O fechamento e, por consequência o enxugamento da empresa, demonstraria um grande equívoco na gerência das empresas públicas por parte do governo”, ressaltou.

Glauber Braga preocupa-se ainda com a possibilidade de privatização da empresa. “Não é de agora que o governo federal vem ampliando de forma enérgica medidas entreguistas que comprometem sobremaneira a soberania nacional. Empresas públicas estratégicas para o país estão sendo entregues ao mercado”, lamentou.

"Aqui, os trabalhadores dos Correios, do Banco do Brasil, das empresas públicas não estão apenas defendendo os seus empregos, mas os direitos da população brasileira, que depende das estatais, peças fundamentais para o desenvolvimento nacional. Temos que cerrar as mãos e levantar os braços em defesa dos Correios para impedir a entrega vergonhosa do patrimônio público em esquemas que não explicados. A CTB está nessa luta, em defesa da ECT, contra qualquer demissão, em defesa das agências e do Estado brasileiro", declarou Paulo Vinícius, diretor de Relações do Trabalho da CTB, durante sua intervenção.

 

 

Representando a FINDECT, Wilson Araújo destacou que "a ECT é pública sim, criada com força de lei para atender a sociedade com um serviço de qualidade. É uma questão de futuro para essa empresa impedir que a inciativa privada venha assumir a responsabilidade da universalização dos serviços postais, que é nossa, dos Correios, do setor público".

 

De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB (com Agência Câmara)

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