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Sex, Dez

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Marco do excedente de riqueza produzido nos anos de crescimento econômico recorde dos governos Lula, o Fundo Soberano do Brasil (FSB) foi extinto por Michel Temer nesta segunda (21) por meio de Medida Provisória (MP), que está publicada na edição desta terça (22) do Diário Oficial.

 O FSB começou com sobras do superávit primário equivalentes a 0,5% do Produto Interno Bruto. Na ocasião em que foi criado, o governo aplicou R$ 14,25 bilhões. Em dezembro de 2009, a valorização era de R$ 1,9 bilhão atingindo R$ 16,1 bilhões, aplicados em papéis do Tesouro. 

O fim de mais essa iniciativa, que já chegou a ter o saldo de R$ 19 bilhões de reais, tem como foco dar seguimento política de desmonte e entrega dos recursos nacionais encabeçado por Temer e sua equipe econômica. Na prática, essa a canetada de ontem, mais uma contra o Brasil, só oficializou o que já vinha sendo coordenado pela dupla entreguista Temer e Henrique Meirelles.

Há um ano - maio de 2017 - o ministro da Fazenda, nome cotado para concorrer às eleições para presidente deste ano pelo MDB (antigo PMDB), anunciou a venda de ativos do FSB, especificamente ações do Banco do Brasil compradas pelo Tesouro em 2010 e que integravam o Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE), totalizando cerca R$ 3,631 bilhões.

Um Brasil que possuía caixa

Criado em 2008, logo após o anúncio do programa de exploração do pré-sal, o Fundo Soberano seguia os mesmos objetivos dos fundos soberanos de outros países: de ser um instrumento financeiro montado para combater os efeitos de eventuais crises econômicas e ajudar em projetos estratégicos do País.

No caso da Noruega, por exemplo, a "poupança" soberana inicialmente alimentada por recursos de gás e petróleo hoje garante a aposentadoria das gerações futuras. No final de 2016, o fundo nórdico, criado nos anos 1990, alcançou 1 trilhão de dólares (o equivalente ao PIB do México), tornando-se o maior fundo de investimentos do mundo.

Portal CTB - Com informações da agências
 
 
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