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Seg, Dez

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Em nota unitária, as centrais sindiciais (CTB, CSB, CUT, Força Sindical, NCST, UGT, CSP Conlutas, Intersindical, CGTB) aprovaram ESTADO DE GREVE PREMANENTE, convocação de jornada de lutas para a próxima semana e o indicativo de que se o governo insistir em votar a Reforma da Previdência o movimento sindical irá parar o Brasil em uma grande GREVE nacional.

"A contrarreforma do governo é inaceitável. A centrais reafirmam a posição unitária da classe trabalhadora e de todo movimento sindical contra a proposta do governo e convocam os sindicatos e o povo à mobilização total para derrotá-la", diz a nota.

Leia íntegra:

Centrais Sindicais: Se colocar para votar, o Brasil vai parar

As centrais sindicais repudiam e denunciam como mentirosa e contrária aos interesses do povo brasileiro a campanha que o governo Michel Temer vem promovendo para aprovar a contrarreforma da Previdência.

A Proposta enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional não tem o objetivo de combater privilégios, como sugere a propaganda oficial. Vai retirar direitos, dificultar o acesso e achatar o valor das aposentadorias e pensões dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil, bem como abrir caminho para a privatização do sistema previdenciário, o que contempla interesses alheios aos do nosso povo e atende sobretudo aos banqueiros.

Quem de fato goza de privilégios neste País são os banqueiros e os grandes capitalistas, que devem mais de 1 trilhão de reais ao INSS, não pagam e, pior, não são punidos. 

Os atuais ocupantes do Palácio do Planalto servem a essas classes dominantes. Tanto isto é verdade que o governo já havia desistido de aprovar a sua contrarreforma neste ano. Voltou atrás por pressão do chamado “mercado”, ou seja, do empresariado e seus porta-vozes na mídia.

A fixação da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, assim como outras alterações nas regras da Previdência pública, vai prejudicar milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

A contrarreforma do governo é inaceitável para a classe trabalhadora e as centrais sindicais e tem custado caro aos cofres públicos. Por isto é rejeitada pela maioria dos brasileiros e brasileiras.

É falsa a ideia de que existe déficit da Previdência. Para melhorar as contas públicas é preciso cobrar mais impostos dos ricos, fazer com que os empresários paguem o que devem à Previdência, taxar as grandes fortunas, os dividendos e as remessas de lucros ao exterior.

A centrais reafirmam a posição unitária da classe trabalhadora e de todo movimento sindical contra a proposta do governo e convocam os sindicatos e o povo à mobilização total para derrotá-la. 

Adilson Araujo,
presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil 
 
Antonio Neto,
presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros 
 
Paulo Pereira da Silva,
presidente da Força Sindical 
  
José Calixto Ramos,
presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores 
 
Ricardo Patah,
presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores
 
Vagner Freitas,
presidente da CUT – Central Única dos Trabalhares
 
Carlos Prates,
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular
 
Edson Carneiro Indio,
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora 
 
Ubiraci Dantas de Oliveira,
presidente da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Br
 

Portal CTB

 

 

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