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Em um Brasil onde a pobreza avança, após um círculo virtuoso que conseguiu minimizar danos de 5 séculos, o patrimônio da minoria ultrarrica avança 13% e e chega a US$ 549 bilhões em 2017.

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Os números são do relatório chamado "Recompensem o trabalho, não a riqueza", da ONG britânica Oxfam apresentado durante o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), que se reúne em Davos, na Suíça, a partir desta terça-feira (22).

De acordo com o levantamento, 82% de toda a riqueza mundial gerada entre setembro de 2016 e setembro de 2017 ficou nas mãos do 1% mais rico da população, enquanto a metade mais pobre do globo, que equivale a 3,7 bilhões de pessoas, não foi beneficiada com nenhum aumento.

No Brasil, o número de bilionários também cresceu, passando de 31 para 43. Hoje, cinco bilionários brasileiros têm patrimônio equivalente ao da metade mais pobre da população do país.

O emprego formal desaparece, a pobreza e a desigualdade avançam

"Essa é a prova inconteste do projeto em curso. Para poucos o avanço de sua riqueza e para milhões o destino condenado da pobreza. O Brasil de hoje testemunha uma realidade já conhecida, na qual a miséria avança e as chances de retomada do crescimetno tornam-se cada vez menores. Basta comparar od números. Enquando o patrimônio dos utrarricos cresceu 13%, a nossa economia, no mesmo período, avançou 1,1%", problematizou o presidente da CTB, Adilson Araújo, ao comparar os dados.

Segundo a Oxfam, existem hoje no mundo todo 2.043 bilionários, e 90% deles são homens. O ano passado registrou o maior aumento do número de bilionários da história, com quase um novo bilionário no mundo a cada dois dias.

De todo o valor produzido pelo mundo no ano passado, 82% ficaram com o 1% mais rico da população, enquanto a metade mais pobre da humanidade não teve qualquer aumento no seu patrimônio.

Tributação da renda

Ao analisar os dados, o economista Carlos Góes, do Instituto Mercado Popular, ressaltou que tal disparidade ocorre devido ao modelo de tributação. "Os governos geralmente tributam renda (como no IR brasileiro), e não patrimônio. Então, o incentivo que eles têm é para saber a renda das pessoas, não o patrimônio", acrescenta.

Desigualdade das mulheres

Outro fator relacionado com a desigualdade social são as diferenças econômicas entre homens e mulheres no planeta, de acordo com a Oxfam. Ela afirma que a diferença entre os salários dos dois grupos tem recebido atenção da maioria dos países, mas que a "a diferença de patrimônio de mulheres e de homens é geralmente ainda maior".

"Em todo o mundo, mais homens do que mulheres são proprietários de terras, ações de empresas e outros bens de capital; os homens recebem mais para desempenhar as mesmas funções que as mulheres e estão concentrados em empregos de maior remuneração e status social", diz o estudo.

Portal CTB - Com informações do UOL

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