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De portaria em portaria as atividades relativas à análise de registro sindical seguem estagnadas. Vamos à cronologia:  em 11/07/2018, as atividades foram suspensas por 90 dias; em 25/09/2018, a referida suspensão foi prorrogada até 31 de janeiro de 2019. Nesta quinta-feira (31), nova portaria (87/2019) prorroga a paralisação dos trabalhos até 30 de abril de 2019.

Sob o governo Bolsonarista, o Ministério do Trabalho foi esquartejado e a Coordenadoria de Registro Sindical foi remanejada para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiada pelo justiceiro Sérgio Moro. Para a Coordenadoria foi nomeado, no último dia 30/01, o delegado da polícia federal Alexandre Rabelo Patury, adicionando mais um tom policialesco na formação da pasta.

O esfacelamento do Ministério e a paralisia das atividades relativas ao registro sindical revelam o profundo menosprezo no trato com as questões do trabalho e do trabalhador, além de refletirem uma face cruel da mais alta esfera estatal. Estas ações fazem parte de uma orientação política comandada pela quadrilha que tomou de assalto o Governo Brasileiro, no golpe de 2016, e venceu as eleições no ano passado.

Muito provavelmente, este novo prazo de suspensão não será para reorganizar e retomar a rotina de trabalho da Coordenadoria, mas sim para arquitetar uma caça às bruxas e tentar desmoralizar o movimento sindical. Quem perde? As organizações sindicais que não terão seus registros deferidos e, por consequência, todos os seus representados.

O ataque ao movimento sindical foi em larga escala com a reforma trabalhista do Governo Temer. E, pelo andar da carruagem, não chegou ao fim.

Wagner Gomes é metroviário e secretário-geral da CTB.

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