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Empresários que apoiam a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência estão bancando campanha contra Fernando Haddad e o PT no Whatsapp. A denúncia foi feita pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (18).

A prática é duplamente ilegal, já que é proibida a doação de empresas a candidatos pela legislação eleitoral e as despesas não foram declaradas. Entre as empresas patrocinadoras está a Havan, que já declarou apoio a Bolsonaro e chegou a ser acionada pelo Ministério Público por coagir seus funcionários a votarem no candidato. 

“Estamos diante de uma tentativa de fraude eleitoral”, declarou o candidato à presidência Fernando Haddad. 

Segundo o jornal, na prestação de contas da campanha consta apenas a empresa AM4 Brasil Inteligência Digital, como tendo recebido R$ 115 mil para mídias digitais. Porém, os contratos com as empresas chegam a R$ 12 milhões e permitem disparos de centenas de milhões de mensagens.

A reportagem informa que uma grande ação está sendo preparada para a semana anterior ao segundo turno, a partir deste domingo (21), com disparos de mensagem em massa contra o Partido dos Trabalhadores (PT).

O esquema funcionaria da seguinte forma: empresas apoiadoras de Bolsonaro compram um serviço chamado “disparo em massa”. As mensagens são enviadas para usuários cadastrados na própria base de dados do candidato ou adquiridas de agências digitais, o que também é vedado por lei.

Conforme apurou a reportagem, quando usam bases de terceiros, essas agências oferecem segmentação por região geográfica e, às vezes, por renda. Enviam ao cliente relatórios de entrega contendo data, hora e conteúdo disparado. A Folha identificou quatro agências suspeitas de fazer esse tipo de serviço. 

"Estamos tomando todas as medidas judiciais para que ele responda por seus crimes, dentre eles o uso de caixa 2, pois os gastos milionários com a indústria de mentiras não são declarados por sua campanha", diz nota da comissão executiva nacional do PT, divulgada nesta quinta (18).

"A indústria de mentiras vale-se de números telefônicos no estrangeiro, para dificultar a identificação e burlar as regras da rede social. É uma ação coordenada para influir no processo eleitoral, que não pode ser ignorada pela Justiça Eleitoral nem ficar impune. O PT requereu nesta quarta (17), à Polícia Federal, uma investigação das práticas criminosas do deputado Jair Bolsonaro".

O candidato Fernando Haddad também se pronunciou sobre o fato: “Milhões de reais foram investidos em notícias falsas. Por meio de caixa 2 resolveram financiar uma campanha de difamação a meu respeito. Eu nunca tinha visto isso acontecer. Estamos diante de uma tentativa de fraude eleitoral".

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